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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Texto de Aniversári​o - Jefferson Navarim

(Jefferson Navarim desenhado por Cayla Ortega)

Trabalhar com internet me ensinou o valor da criação, de CRIAR COISAS, eu sou editor do EdenPop, é a minha criação, e hoje eu sei o quanto isso é importante, mas a importância da criação em si com certeza é muito maior para o Mundo Leitor. Sempre considerei o Mundo Leitor uma espécie de irmão mais novo do EP, nossos caminhos se distanciaram um pouco, mas sempre foram e serão paralelos, hoje o EdenPop é uma empresa e essa é uma força enorme para continuar a criar, o Mundo Leitor não, a vontade de criar vem do amor pela arte e isso certamente é ainda mais forte.

A arte que o Mundo Leitor mais foca é a poesia, quem sou eu para falar de poesia? Nada sei sobre ela, embora admire vários poetas, agora mesmo tenho ao meu lado uma versão Pocket de uma coletânea de poemas de Emily Dickinson, mas um dia eu quero ter uma coletânea de Bruno Cassiano, ou do Mundo Leitor, porque não? Essa é uma ideia que está adormecida, hein?

Minha arte é a literatura (além de outras) e eu gostaria de ter mais tempo para encher o Mundo Leitor com ela, mas tempo é o que me falta hoje e olha que hoje o ML (23/05/2013) completa 4 anos e essa minha promessa ainda persiste, não sei se será cumprida um dia, mas ao menos todo esse tempo sendo parceiro do Mundo Leitor me fez ler ótimos textos e poesias, além de me fazer conhecer pelo menos duas pessoas maravilhosas que hoje já fazem parte da minha vida, o Senhor Bruno Cassiano e a Senhorita Cayla Ortega, dá pra dizer que o Mundo Leitor não é só um lugar para poesia e literatura, mas também um bom lugar para a amizade.

(Logotipo do Mundo Leitor feito por Jefferson Navarim)
Eden Pop: http://www.edenpop.com/
Twitter: ,  
Página do Face: https://www.facebook.com/site.edenpop?fref=ts 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Apresentamos...

... o nosso primeiro logo-tipo.



E quem foi que fez este incrivel logotipo, já que este pobre editor que vos escreve não tem talento nem para poeta ?
Foi um cara muito talentoso no que faz como jornalista ou como Designer, agora vocês podem entender o porque este humilde blog tem uma divida eterna de gratidão ao Eden Pop e ao seu editor Jefferson Navarim.
Agradeço !!
(E muito)

Tanto eu como o Jefferson agrdeceríamos se vocês dessem a opinião de você no comentário desta postagem !! Desde Agradeço =)

domingo, 8 de agosto de 2010

Projeto: Livro Comum

   Nos estamos orgulhosos de apresentar o novo projeto do Eden Publisher em parceria com o blog “TI.Social”, com o blog “Mundo Leitor” e com o escritor Nando Targino, chamado “Projeto: Livro Comum”, mas antes de explicar o que é o projeto, deixe me dizer qual a sua inspiração.
  Neil Gaiman e a BBC Audiobook of America. A pouco tempo atrás, o criador de Sandman iniciou, a pedido da empresa de audiobooks, um livro colaborativo no Twitter, como funcionava? Simples, Gaiman iniciou o livro com o Tweet: “Sam was brushing her hair when the girl in the mirror put down the hairbrush, smiled and Said, “we don’t Love you anymore”.”, e a partir daí, qualquer um que tivesse uma conta no Twitter (e soubesse falar inglês.) poderia continuar a historia junto com ele, twittando com a hashtag do livro mais um trecho da historia.
  A idéia era genial, porém enfrentou um problema simples, a bagunça.  Nem eu apesar de fã de Neil Gaiman, consegui acompanhar o que rolou com a idéia, porém posso dizer que o resultado foi muito acima do que eu esperava pelo o que eu pude ouvir nos primeiros capítulos do Áudio Book (ou pelo menos foi o que a voz deliciosa de Katherine Kellgren fez parecer.) que ganhou o titulo de “Hearts, Keys and Puppetry” e pode ser baixado AQUI!
  A idéia aqui é bem parecida, porém teremos mais controle sobre o processo criativo, do que a BBC teve, contudo é improvável que tenhamos um Áudio Book da obra. E como será feito o controle?
 - O livro terá 13 Capítulos, os 3 primeiros capítulos serão o 1° ato, o 5 seguintes capítulos serão o 2° ato, e os 5 últimos o 3° ato. 
  E a estória será escrita pelo menos 1 vez por semana no Eden Publisher e no Mundo Leitor. Vocês poderão colaborar com o livro de duas formas: 1° Você comenta no post da estória nos blogs (Eden Publisher ou Mundo Leitor) uma continuação para a mesma ou 2° Manda um e-mail com a continuação da estória para jeff.navarim@edenpublisher.com, com o titulo do e-mail: “Projeto: Livro Comum dia ??/??/??” (Onde os ?? é a data do ultimo post da estória da qual você continuou no e-mail.)
  Para qualquer texto, enviado por e-mail ou por comentário, a regra é a seguinte: Não ter menos de 100 Palavras e não mais de 200. E no final de cada comentário e/ou e-mail, indicar o nome que quer que seja creditado. Ex: Se o seu nome é Allan Stewart Konigsberg, você pode colocar apenas Woody Allen, se assim desejar.
  Além do Nome, é obrigatório mencionar no e-mail e/ou comentario, a idade. Além disso, você pode indicar um link relacionado a você, seja ele um Blog, Twitter, Facebook ou até MySpace (nada de Orkut porque os links são ridiculamente grande) dentre outros.
  O link é facultativo, porém o nome e a idade são obrigatórios.
  Com todos os comentários e e-mails recebidos, o próximo passo é a votação, que será feita pelos colaboradores do Eden Publisher, pelos colaboradores do Mundo Leitor, pelo escritor Nando Targino e por qualquer colaborador eventual que possa ter ligação com o projeto. Depois de votado, a continuação escrita pelo leitor que for escolhida será lançada junto com o texto escrito anteriormente na próxima semana devidamente creditado com nome e link.
  Os direitos da obra final será propriedade do Eden Publisher, porém toda a espécie de divulgação e ou reprodução da obra, será creditada a todos os autores. A Obra pode ou não ser publicada, e ainda assim todos os autores serão creditados. Se não concordar com os termos, não escreva para o projeto.
  Então, agora fica com vocês, quem gostou e se interessou pelo projeto deixe um comentário, dependendo da empolgação do pessoal, o projeto vai começar já na próxima semana. Obrigado a todos, e não deixem de comentar dizendo qual a sua opinião!

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domingo, 20 de junho de 2010

Eden Publisher

"Ler o Eden Publisher acaba que se tornando um vicio diário,
E o primeiro aniversário é mais importante que o primeiro centenário"

Por: Bruno Cassiano
Um ano de Eden Publisher !
Eita ! como o tempo passa rápido hein Jefferson ?
Até parece que foi ontem que nos falamos pela primeira vez no Chat do AeC.
E quando eu falo que o ML e o EP são histórias interligadas não estou mentindo não!
Não tem como falar de Mundo Leitor sem falar de Eden Publisher e o saudoso Jefferson Navarim, do qual com o tempo construi uma grande amizade, o qual me apoio muito no começo deste mundo.
No Eden, conheci a escrita de Nando Targino ( que também participou da festa hoje no EP), Luisa Freire, os desenhos do veterano Ulisses Torraga. Pois é a era clássica do Mundo leitor quem construiu foi Eden Publisher e o AeC.
Vou parar de escrever por que quando começo não paro mais, já estou trajado e pronto para seguir rumo ao Eden pois a festa já começou e todos estão convidados, agora vou deixar o coração recitar.



Sigam !!
Chat Eden Publisher: group1229443@groupsim.com

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Iniciativa Umbra: Perdidos e Esquecidos - Capitulo 1

   Aqui mais um capitulo de A Iniciativa Umbra, cheio de Easter Eggs pra vocês, leiam e me digam se sabem do que eu estou falando. (Se não souberem... Shame on You!) Mas eu vou colocar em PDF pois ficou muito grande, pra quem ta perguntando, sim eu dei uma parada com “Os 13 Fragmentos” porque a historia é muito grande, e eu estou afim de me concentrar em coisas que eu vou conseguir terminar sem levar anos.
  E só mais uma coisa, antes de lançar um eBook definitivo, é obvio que eu vou revisar o texto, que pode parecer desconexo de alguns capítulos para outros, então não peguem no pé por causa disso.

 A Iniciativa Umbra.

-Perdidos e Esquecidos-

Capitulo 1

A Adaga de prata


  O “Sabor do Som” era uma lanchonete bem carismática, onde a fachada tinha um logotipo feito em forma de vinil, e o nome “Sabor do Som” vinha escrito com fontes cursivas vermelhas, com tons de rosas. Dentro do bar, tudo refletia musica, desde as cadeiras que ficavam em frente ao balcão principal, que pareciam uma bateria.
  Os lanches, todos eles, tinham nomes relacionados a musica. Um Hambúrguer chamado Dick Dale, era um dos mais procurados por adolescentes, especialmente as meninas semi-anorexicas que povoam essa nova geração. Em geral os meninos preferiam um Red Hot chilli Peppers, que era apimentado como não podia deixar de ser, e que tinha um molho de tomate delicioso, e muitos picles.
  As mesas do bar, algumas eram em formas de guitarra, outras eram pianos de cauda fechados, e algumas ainda eram em formas de vinis.
  A mesa em qual Nathalie estava sentada, era em forma de vinil, ela estava no lado esquerdo do bar, de costas para a porta. O homem que antes estava de sobretudo branco e com vários relógios no dia em que ele tirou Nathalie do hospital psiquiátrico. Hoje ele usa uma jaqueta de couro preta, calça jeans, e a mesma quantidade de relógios. Seus cabelos grandes e bagunçados estavam soltos. Ele estava de frente para a porta vários carros passavam, mas sua expressão era bem diferente daquela ultima que Nathalie guardou na memória.
   Helena, estava sentada, na cadeira virada para a janela, para os fregueses a cadeira parecia estar vazia, porém arrastada para fora do vinil...

Isso é só a primeira pagina, Leia o resto do Capitulo baixando o PDF AQUI!

domingo, 23 de maio de 2010

Parabéns ao Mundo Leitor


Venho aqui para comemorar
Mas posso tentar Rimar
No lugar de simplesmente Falar
Porque é aniversario do Mundo Leitor
E de Nenhum outro Lugar.
Onde eu e muitos outros escrevem com Fervor
Sobre a vida, ódio e até amor.
O Blog que pode ser considerado um lar.
Qualquer um que escrever, pode lá passar.
Seja um livro, poemas, poesias e contos.
Lá, tenha certeza você pode ter seu canto.
Um lugar onde a tantos talentos que me espanto
Então leiam, participem sigam e sejam o Mudo Leitor
Que hoje faz um ano
E um viva ao Bruno Cassiano
Que desse lugar maravilhoso é criador
vamos festejar então, além do Autor
O Mundo leitor
E darmos ao blog todo o nosso amor!


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    Essa é a primeira vez que eu escrevo um poema então não riam pessoal, pra quem não conhece eu sou Jeff, The Publisher, eu posto pouco aqui, porque eu escrevo pouco mesmo...      
   Mas não podia deixar de escrever no aniversario do Mundo Leitor, blog do meu grande amigo Bruno Cassiano, e agradecer por tudo o que ele já fez por mim. E espero que ele saiba que também pode contar comigo pra tudo... Afinal, o Eden Publisher e o Mundo Leitor são blogs irmãos, e irmãos servem pra essas coisas mesmo!!!

PS:  Podem deixar pessoal eu vou deixar esse negocio de poemas para Profissionais como o Bruno Cassiano, pro Cliff, pro Talles Azigon e pros outros...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Iniciativa Umbra: Perdidos e Esquecidos - Prólogo

    Diferente de os Treze Fragmentos, A Iniciativa Umbra é uma historia que se leva menos a serio, e que eu levo menos a serio, e ela é mais curta, porém sem um final definitivo, como uma HQ, ou um livro de 007, na verdade a historia é nada mais que um toque de espionagem e um toque de paranormalidade. Algo como Sam Fisher ou Solid Snake encontra John Constantine, só que em versão mulher. Não esperem uma historia profunda, ou com alguma alegoria, como eu estou tentando fazer com os Treze Fragmentos, esse é um conto de Terror e de Ação, muito violento, porem divertido, tentem achar alguns Easter Eggs que eu preparei para os próximos 13 capítulos.
   A historia tem um subtítulo, porque se der certo, lançarei mas historias, também curtas, nada mais do que uns 13 capítulos. Agora fiquem com o prólogo da historia, e conheça a nossa protagonista Nathalie Narim.

 A Iniciativa Umbra.

-Perdidos e Esquecidos-

Prólogo.


  Tocava “God’s gonna cut you down” dentro da cabeça de Nathalie, era tudo em que ela conseguia pensar e escutar enquanto estava deitada sobre a maca, aguardando o eletro-choque que viria por meio dos eletrodos que já estavam grudados em sua fronte.
  “você pode fugir por um logo tempo.” E os enfermeiros chegaram, o psiquiatra já estava na sala, e fumava, contra as regras da instituição. Todos vestiam branco, a enfermeira, as duas técnicas e o psiquiatra. Até mesmo Nathalie vestia branco.
  “Fugir por um logo tempo.” A única que não vestia branco era Helena, ela estava de preto e olhava Nathalie melancolicamente, seu corpo era de uma garota de 14 anos,...e era translúcido, ela estava triste e chorando enquanto as enfermeiras passavam por dentro dela, sem conseguir enxergá-la, ela disse a Nathalie “Desculpa!”, mas Nathalie não prestava atenção nela agora, Nathalie só ouvia mais um “Fugir por um logo tempo.
  O cabelo de Nathalie, ainda era loiro, porem era muito curto, e ralo, o rosto de Nathalie estava ainda mais pálido do que o normal, quando ela recebeu uma injeção de algum liquido amarelo, “Cedo ou tarde Deus o reduzirá
 Helena gemeu de dor e angustia quando viu sua amiga tendo espasmos por causa da injeção.
   Nathalie não lembrava de nada, nem ao menos porque ela estava deitada ali, tudo estava confuso, a maca era suja e distorcida, as enfermeiras não usavam luvas, uma delas tinha a mão suja de algo que parecia sangue, mas provavelmente era apenas molho de tomate, do lanche da tarde... “Cedo ou tarde Deus o reduzirá”.
   Helena sabia o motivo de Nathalie estar ali deitada, ela era o motivo, ela era o motivo de Nathalie estar internada naquela instituição psiquiátrica. O nome da instituição era Wintershelf, e ela foi jogada-la após supostamente assassinar uma garotinha de 6 anos com uma facada no crânio da menina. Helena sabia que desde o dia em que morreu, ela foi atada a Nathalie, assim como tudo o que esta morto e em um outro plano. “Vá e diga para aquele mentiroso de língua comprida
  Helena sabia quem enlouquecerá Nathalie mais do que o normal nesses últimos dias, ele estava sentado na sala de espera da instituição, ele vestia preto e se chamava Eddon, mas se proclamava Eduardo Mace para os outros, um demônio que se divertia em causar loucura e demência nos humanos, uma vez Nathalie ajudou uma vitima de Eddon, e ele com orgulho ferido decidiu atacar Nathalie com todas as forças, Eddon ganhou a batalha... “Vá e diga para aquele cavaleiro da meia noite
  Em silencio Eddon gargalhava e apenas Helena escutava, Nathalie se atinha a voz de Johnny Cash dentro de sua cabeça. Helena sabia que não podia lutar contra Eddon, não tinha forças nem perto do suficiente, e não podia fugir, pois estava atada a vida de Nathalie, só seria livre quando Nathalie deixasse de viver, uma liberdade que ela nunca desejaria... “Diga ao vagabundo, ao jogador e ao trapaceiro”. Mesmo assim Helena tentou correr o mais rápido que pode para o mais longe de Eddon e do sofrimento de sua amiga, atravessou todas as paredes do Wintershelf, alcançou o belo jardim, que contrastava com a sujeira interior da instituição.
   Nathalie sofria os primeiros impulsos elétricos, o seu cérebro ardia como se pegasse fogo, porem a musica não parava e ela não gritava, apenas se retorcia de dor... “Diga a eles que Deus os reduzirá” O Psiquiatra já achava Nathalie estranha, agora ficou um pouco mais preocupado, ela não gritava, e até sorria enquanto se retorcia de dor. E era estranha até para os padrões dos pacientes do Wintershelf.
   Enquanto Helena corria no jardim para fora da instituição, ela olhou para trás e viu Eddon acenando com um sorriso sarcástico e tenebroso para ela, ela olhou para frente e correu mais, quando se aproximava do portão sentia seu corpo inexistente doer, e se cansar, até que caiu repentinamente, muito próxima ao portão feito de grades, tentou se arrastar e parou quando viu um carro negro chegando com os faróis acesos. Era um carro antigo, parecia um Cadilac. “Diga a eles que Deus os reduzirá
   Nathalie agora gargalhava também, assim como Eddon, até Eddon começa achar a garota estranha, e os padrões dele sobre esse assunto eram altos, afinal ele era um demônio dementador. Ele parou de gargalhar, porque sentiu algo estranho no ambiente. O Psiquiatra se assustou com a forma que Nathalie agia, porém em um impulso incontrolável ele pediu para as enfermeiras um bisturi, e uma furadeira cirúrgica. Enquanto foi trocar de roupa. “... Bem você pode jogar sua pedra e esconder sua mão
   Nathalie continuava a gargalhar mais e mais alto, as enfermeiras e o psiquiatra se reuniram, fora da sala, e prepararam vários materiais que seriam necessários para um cirurgia. Eddon saiu da recepção e caminhou até o inicio do jardim, ainda longe de Helena, e do portão que agora abria por si só usando um dispositivo automático, mas o carro não entrou, ele parou, e 3 pessoas desceram dele. “Trabalhando nas trevas contra seus companheiros
   A primeira era uma mulher jovem vestida com roupas góticas, cabelos negros na altura dos ombros, usava vários cordões de prata no pescoço e enrolados no braço esquerdo, cada um desses cordões tinham um pingente diferente, alguns macrabos, alguns em forma de anjo, ela saiu primeiro, passou por Helena, olhou para baixo e sorriu para ela, enquanto puxava um cordão de dentro de sua camisa preta rasgada, tirou ele do pescoço e enrolou na mão direita, olhando para Eddon, que por sua vez colocou as mãos no bolso, e olhou fixamente para a gótica, seus olhos tinham um brilho esverdeado, Helena sabia o que era isso, e teve pena da mulher, mas nada aconteceu com ela. “Mas tão certo quanto Deus fez o Preto e o Branco
   O Segundo que saiu do carro, era um homem belo, que aparentava ter seus 30 anos, ele vestia roupas elegantes e tinha cabelo comprido, vestia um sobretudo branco sobre a roupa, e o braço direito dele tinha a manga arregaçada para cima,  e nesse braço ele tinha 5 relógios de pulsos enfileirados, quando ele passou por Helena, ela soube que ele tinha visto ela ali também, mas não a olhou, e ela escutou vários “tic tacs” diferentes vindo de todas as partes do corpo dele. Eddon pareceu despreocupado e também o olhou com aquele brilho verde, mas a mulher gótica entrou na frente do Homem de Sobretudo Branco. E nada aconteceu... “O que esta escondido nas trevas, será trazido a luz
  Dentro da Wintershelf, O psiquiatra da instituição começou o que deveria ser um procedimento cirúrgico, limpou a cabeça de uma já quieta Nathalie com álcool, ela nem se moveu “Você pode fugir por um logo tempo”... Ele raspou com um barbeador o lado esquerdo de sua cabeça, seus cabelos loiros já curtos e falhos, agora não existiam mais no lado esquerdo de sua cabeça.
   Quando o terceiro homem saiu do carro, e se encaminhou para frente, Helena viu que ele já era um senhor de idade, com cabelo até os ombros e com uma barba crescida, que o deixava estranhamente elegante. Usava um terno impecável, e nada mais de estranho tinha nele, exceto o fato de que quando ele ia passar por Helena ele se abaixou, e a ergueu do chão... “Fugir por um logo tempo” Helena nunca esteve tão surpresa quanto naquele momento, desde que viu a coisa que a matou.
    Limpando novamente a cabeça de Nathalie ele percebeu o quanto ela era bonita, mesmo naquele estado, ela tinha uma pinta acima do lábio, no lado esquerdo, e tinha um rosto de anjo, mesmo naquela situação. Ele teve pena do que estava prestes a fazer, acabar com parte de seu cérebro de uma maneira bruta como aquela, para poder domesticá-la, a limpeza terminou... “Fugir por um logo tempo.
    Depois de erguer Helena, o senhor de terno, andou até a frente da mulher gótica, e do homem dos relógios, olhou para Eddon, e esse tirou as mãos do bolso e frustrado andou lentamente para a esquerda, através do jardim, até encontrar com as grades laterais da instituição psiquiátrica, chegando a elas, por ser magro Eddon, passou entre as grades, e depois desapareceu na escuridão da noite que acabará de cair. “Cedo ou tarde Deus o reduzirá
   Helena se sentiu imensamente feliz e tranqüila, Eddon, fugiu, ela achava que ele não mais voltaria, e esse foi uma das melhores coisas que aconteceram desde que ela morreu, os 3 foram em direção a recepção do Wintershelf, o senhor de terno foi na frente, os outros o seguiram, e depois de um minuto Helena também o fez... “Cedo ou tarde Deus o reduzirá
  O mais velho dos homens apresentou um distintivo a uma das recepcionistas, e ela o deixou entrar, era algo estranho aos olhos de Helena, “seria ele um tipo de policial ou algo assim?” foram os pensamentos dela, mas como um policial afugentaria um demônio como Eddon ela não sabia, muito menos o que um policial estaria fazendo com duas figuras no mínimo estranhas como o homem dos relógios, e a mulher gótica. “Vá e diga para aquele mentiroso de língua comprida” Agora que a recepcionistas os deixaram entrar, eles se encaminhavam para a direção da sala onde Nathalie se encontrava. Helena os seguiu, a mulher gótica olhou para trás e sorriu para ela, ela sorriu de volta.
    A furadeira estava ligada, o psiquiatra hesitou por um momento, não foi aplicada nenhuma anestesia em Nathalie, o psiquiatra não sabia porque estava fazendo isso desse modo... Ele se quer sabia o porque estava fazendo uma cirurgia, afinal, ele não era cirurgião, mas isso estava em sua mente, é melhor para ela, é melhor para o instituto... “Vá e diga para aquele cavaleiro da meia noite
    A porta foi batida com uma grande intensidade, o homem dos relógios tinha chutado ela, repentinamente o psiquiatra e as enfermeiras pararam de fazer a loucura que estavam fazendo, a gótica falou umas palavras em uma língua estranha, e todos caíram desmaiados no chão. “Tinha outro aqui, mais poderoso!” disse o mais velho e elegante dos dois homens. “Diga ao vagabundo, ao jogador e ao trapaceiro” Logo após isso ordenou que os outros dois erguessem o corpo de Nathalie, e a colocassem sentada, fecharam as portas e ele se sentou na cama em frente a ela.
   - Você esta em transe, mas tenho certeza de que você esta me escutando... Você não me conhece, e não deveria mesmo. Eles me chamam de Lux... E você vira para mim agora! – Disse o homem de terno, com uma voz firme, porém gentil.
    “Diga a eles que Deus os reduzirá
 Não ouve resposta da parte de Nathalie, ela continuava presa ao seu transe, ainda ouvindo a mesma coisa na sua cabeça, embora Lux soubesse que ela o escutava.
  - Existe algo... A Iniciativa Umbra, somos licenciados pela ONU, você conhece a UCT? Com certeza conhece, digamos que nos trocamos terrorismo por paranormalidade. – Continuou Lux, confiante de que estava sendo ouvido.
  - Descobrimos que você é sua amiga vem sofrendo ataques de Demônios poderosos... Não sei os interesses deles por vocês duas, mas nos temos os nossos, e viemos te recrutar. – E para terminar Lux disse – Você só tem duas escolhas na verdade, se une a Iniciativa Umbra, ou continua nesse hospício... Vai caçar os demônios? Ou deixará eles serem os predadores? O que me diz? – Concluiu Lux.
   -... Diga a eles que eu os reduzirei!!! – Respondeu Nathalie em um sussurro!  

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Os Treze Fragmentos - Primeiro Capitulo

Depois de algum tempo sem escrever, pelo menos sem escrever aqui no Mundo Leitor, estou de volta com o primeiro capitulo da Saga Os Treze Fragmentos,  o prólogo da Saga você confere aqui, comentem o que vocês acharam e sem mais delongas...


 
Capitulo 1:
A ultima noite de guarita


    Do alto da colina de Garf observava Berg a imensidão do litoral de Kiensen, um lugar que lhe trazia lembranças boas e péssimas, as melhores coisas de sua infância aconteceram naquele litoral, e a pior também veio dele.
    A tarefa de Berg era essa noite exatamente essa, guardar sua pequenina vila e seu grande litoral, ele vigiava numa guarita no alto de Garf, acompanhado pelo seu companheiro miliciano Matt. Diferente de Berg, Matt que agora dormia julgava o trabalho de guarita uma perda de tempo e de sono, visto que ele sabia que desde aquele dia trágico em que a Milícia de Kiensen foi criada, nada havia acontecido na vila. Toda e qualquer ação em que a Milícia se envolvesse era na capital quando chamada pela Rainha Alicia.
   Já Berg, levava o seu trabalho extremamente a serio. Ele era de longe o miliciano mais aplicado desde que se juntou a milícia, e um posto mais elevado ainda não lhe foi dado devido aos seus poucos 21 anos de idade. Em termos de técnica de combate ele era o melhor de toda Kiensen, melhor até que o seu pai Bergurius. E além de bom combatente Berg era letrado, com sua idade ele provavelmente já tinha lido mais livros de que toda a sua família junta mais Matt. Os moradores da vila sempre souberam que Berg só se aplicava desse jeito para poder proteger seu pai e sua ultima amiga Bia, visto que Berg nunca abandonou a vila, mesmo quando requisitado pela majestade de Lirion.
   Berg adormeceu enquanto olhava as ondas das praias oceânicas de Kiensen, e como todas as vezes não tardou até sonhar com Miro e Maran, e o dia em que eles morreram. Mas os sonhos eram mais cruéis do que se podia esperar de sonhos ou até mesmo de pesadelos. Nos sonhos Berg via no principio seu romance juvenil e inocente com Maran, e sua amizade com o irmão de seu amor Miro. Os dois eram muito importante na vida de Berg, seu melhor amigo e sua namorada, com Bia os quatro formavam um grupo impressionante. Qualquer um em Kiensen via quanto potencial havia naquelas crianças e em sua amizade, e os sonhos mostravam isso a Berg, e eles iam alem e mostravam um futuro que não pode mais existir, Maran e Berg casavam-se, Berg e Miro batalhavam em uma guerra lado a lado e venciam... e logo depois o sonho mostrava a verdade, mostravam as balas que vazaram o corpo de Maran e o seu, e viu o penhasco próximo a Garf onde ele viu Miro se atirando e tirando sua própria vida enquanto ele tentava correr para segura-lo...  “Não pule amigo!” e foi com esse grito que Berg acordou.
   Seu rosto estava suado, o vento era forte e balançava seus cabelos que começavam já ficar longos e que estavam ficando sujos, mas não sujos o suficiente para que não se percebesse o brilho castanho que ele possui. As roupas também não escapavam da sujeira já que o chão gramado e molhado da chuva do dia anterior lhe servia como cama. Não havia preocupação com a roupa visto que era apenas mais um de seus sete uniformes reservas. Nada mais que uma capa cinza, e uma jaqueta de um tecido forte e azul de um tom muito escuro, podia ser facilmente confundida com um preto se não houvesse um luz por perto, ou se estivesse tão suja quanto agora. A jaqueta trazia a insígnia de Kiensen no bolso esquerdo e nada no direito, existia também um chapéu mas nem Berg nem qualquer um dos novos milicianos o usou nem ao menos uma vez, algo que sempre deixou o Capitão Angisen exasperado já que a idéia do chapéu foi sua.
  - Já se passaram mais do que sete anos cara, você ainda sonha com essa droga? - Perguntou Matt, que tinha acordado com o grito de Berg.
  - Desculpe por ter te acordado Matt, mas não fique tão irritado amanha é nossa folga. - Disse Berg.
  - Folga? Nos estamos de folga todo dia, não fazemos nada nessa droga, a não ser você que realmente fica acordado quando esta de guarita e realmente treina com a espada quando tem tempo, mesmo sabendo que nunca vai usá-la e que nunca vai ter valido a pena ter ficado acordado.
  - Se alguém estivesse acordado e de guarita a sete anos atrás ...
  - Maran e Miro ainda estariam vivos, nossa cara você já repetiu essa frase varias vezes. - interrompeu Matt
  - E ninguem ainda entendeu. Quer saber esquece Matt, volta a dormir! - Disse Berg já irritado com a insensibilidade e estupidez de Matt.
  Matt era mais velho e detestava ser desrespeitado assim, ainda mais por alguém como Berg que aos seus olhos era apenas mais um garoto ingênuo e traumatizado, como varios outros na vila. Então o primeiro impulso de Matt seria a briga, mas o sono já voltava com muita força e ele podia sentir que o sol já nasceria em pouquíssimas horas, então achou melhor ignorar Berg e se deitar novamente. Ele ajeitou algumas folhas, colocou sua espada e seu escudo sob a sua cabeça e fechou os olhos com força, parecendo que estava se forçando a dormir, algo que Berg achou muito estranho e engraçado e até deu um curto e silencioso sorriso, que despertou certa curiosidade em Matt, mas o sono venceu novamente um combate, e ele finalmente dormiu.
  O mais jovem dos milicianos de Kiensen agora ficou de pé e contemplou não só o litoral de Kiensen, mas toda o continente ilha de Lirion, pelo menos até onde seus olhos alcançavam. E seus olhos alcançavam muito, mas pelo visto não era nem perto do suficiente para enxergar um sexto do que era todo o continente, mesmo estando de um dos morros mais altos de Lirion. Mas se apertasse bastante os olhos, ou usasse a luneta que fica presa a janela da guarita, ele conseguiria ver o palácio real da rainha Alicia e a praça principal da capital, e esse era um dos lugares que ele mais gostaria de visitar. Na verdade sem saber o que o futuro lhe preparava, o maximo em que ela já sonhou em ir visitar era justamente a capital, onde ele nunca foi apenas para não abandonar seu pai e Bia.
  Bergurius, seu pai, era um homem doente, tinha adquirido a dois anos uma tuberculose pesada e desde então nunca mais foi o mesmo, mas em sua juventude Bergurius era cheio de animo e saúde, lutou no exercito de Lirion em duas guerras, dizem ter tido um relacionamento amoroso breve com a então princesa Alicia, rumor esse que ele sempre desmentiu com um largo sorriso no rosto, ele veio de uma família riquíssima, e ele se casou com uma mulher ainda mais rica chamada Fran, eles foram muito felizes até que a morte os separou, no parto de Berg, Fran não resistiu e deixou a vida, foi ai que Bergurius perdeu sua vontade de viver pela primeira vez, e fugiu da capital com todo seu dinheiro e com seu filho recém nascido. Procurou um lugar mais calmo e encontrou Kiensen, e lá se fixou. Era o homem mais rico da vila, o que numa escala continental não significava nada, mas mesmo assim ele sempre ofereceu ajuda a todos do lugar. Sua vontade de viver veio outra vez quando seu filho havia crescido um pouco, ele adorava as tardes onde lia e treinava espada com seu filho e com o amigo dele Miro nessas horas ele se sentia feliz novamente, e até a doença o atingir, ele era o “cidadão líder” do vilarejo, mesmo que convivendo com elfos, o povo sábio, na vila, o povo d Kiensen o escolheu Bergurius como seu líder, algo que sempre o envaideceu.
   Berg nunca cansa de ouvir e indagar os viajantes do porto e da estrada sobre remédios para a doença do pai, Bia prometeu pesquisar melhor na próxima vez que ela fosse a capital, mas secretamente nem ele nem Bia, e nem mesmo Bergurius tinham alguma esperança quanto a vencer a doença, mas eles tentavam o melhor que podiam.
E os primeiros raios de sol saíram por trás das montanhas da costa, bateu em Berg uma forte vontade de acordar Matt para dar a boa noticia, de que já havia chegado o dia de folga que eles, ou pelo menos ele, esperava tanto, mas depois lembrou que Matt era insuportável e preferiu só acordá-lo quando a rendição chegasse.
  Berg se sentou e pegou uma fruta de sua bolsa, uma maça ou algo semelhante, deu duas mordidas e foi o suficiente para que ele pudesse ver duas pessoas trajando jaquetas azuis escuro com insígnia de Kiensen no bolso esquerdo.
   A colina era íngreme, portanto a rendição demorou a chegar a guarita, não havia uma escada nem nada em que se segurar a não ser mato, o chão era gramado e estava molhado, portanto escorregadio também, mas o caminho fixo que os milicianos tomavam ultimamente já começava a traçar uma trilha no chão, os dois que subiam tentaram achar essa trilha mas não conseguiam, por isso demoraram bastante.
   Berg subitamente se sentiu ansioso pela chegada deles até o local, ele sentia uma vontade incrível de ir embora, não apenas dali mas de Kiensen, ele não sabe de onde essa vontade surgiu, mas tentou reprimi-la, e fingiu ter conseguido. Acordou Matt com as mãos sujas de maça.
  - O que você quer agora Berg? - Perguntou Matt com os olhos entreabertos e com uma entonação mal humorada.
   - Já é dia, e a rendição chegará em alguns minutos, você tem que acordar, ou então todos vão saber que você é um gordo preguiçoso e vagabundo! - Disse seriamente Berg.
   - Olha como você fala comigo seu moleque! - Levantou num salto e ameaçou partir pra cima de Berg quando Frand e Walsh chegaram, e ele teve que parar.
   - O que está acontecendo? - Perguntou o jovem Walsh - Por acaso nos estamos atrapalhando alguma coisa?
   - Só o assassinato de um garoto abusado! - Disse Matt agora mais relaxado, mas não completamente calmo.
   - O sol já esta de pé e vocês ficam ai querendo se matar? - Perguntou Frand, que era mais velho que Matt, e já atingia seus 32 anos. - Vocês deviam estar preocupados em descer e ir dormir, se é que já não dormiram o suficiente essa noite no lugar de trabalhar, mas tudo bem, partam que já o nosso turno!
   - Não ousaria dormir no meu turno Frand, então realmente vou partir agora, descerei a colina, mas talvez Matt fique e aproveite melhor uma conversa com vocês do que uma cama em sua casa, não creio que ele esteja com muito sono. - Disse Berg se preparando para descer a colina.
   - Nem ouse largar o chato do Matt aqui Berg, mesmo porque eu tenho que dormir e não vou ficar ouvindo esse papo de velho entre ele e Frand. - Disse Walsh.
 Matt apenas sussurrou algo inteligível e pegou suas coisas dentro da guarita e as guardou em sua bolsa, Berg já havia preparado as coisas.
   - Por Vah! - Exclamou Frand. - Isso é o que acontece quando se é jovem e irresponsável, aposto que você ficou toda a noite na farra e por isso quer dormir também agora. - Disse isso se referindo ao ultimo comentário de Walsh.
   - É mesmo senhor Frand - Disse Berg - Acho que além do Capitão Angisen, você e eu, ninguem mais se preocupa com a proteção de Kiensen.
   - Não existe “farra” a noite, nem nada para “proteger” em Kiensen, vocês são dois  malucos assim como o capitão - Disse Walsh sorrindo, o que levou Matt a uma gargalhada também, mas ele já estava na íngreme descida e gritou de lá “Vejo vocês amanha de manhã no café, adeus! ”.
   Depois de por a bolsa nas costas de também dizer adeus, Berg desceu a colina, com um pouco de dificuldade, escorregou duas ou três vezes durante o trajeto mas não se machucou, isso se não for contar um pequeno arranhão que um espinho de uma roseira selvagem fez em seu braço esquerdo.
   Já no final da colina de Garf, ele enxergava as primeiras casas mais afastadas do centro da vila. Eram em sua maioria casas pobres e desprotegidas, algumas crianças já corriam pela rua, mesmo com a manha tendo apenas chegado.
   Antes da casas estava a Igreja central de Kiensen, os poucos que realmente levavam o Vahismo a serio na vila, ali se reunião, embora muitos fossem adeptos dele no vilarejo e nos arredores, poucos eram os que a freqüentavam com ávidos e fidelidade, mas ele sempre estava lá, imponente e bela, bem diferente das casas que a cercava.
   Com um pouco mais de caminhada, Berg chegou ao centro da vila. Os comércios começavam a abrir, mas o da família de Bia continuava fechado, e mesmo que estivesse aberto Berg só iria lá após algumas horas de sono.
   A casa de Berg era provavelmente a mais bela de toda a vila, as vidraças eram limpas e esverdeadas, um longo jardim gramado e com rosas estavam ante a porta de carvalho, larga e reluzente, e até ela, uma trilha de pedrinhas cortava o jardim até o portão feito de grades prateadas, era definitivamente uma bela casa.
   Berg adentrou o portão, seguiu pela trilha sem espalhar muitas pedrinhas para a grama, e parou em frente a porta abriu a bolsa que carregava, e procurou nela uma pequena chave dourada, demorou não mais que um minuto para achá-la, e com ela abriu sua casa, entrou e a fechou. Já dentro da casa guardou suas coisas, sabia que tanto seu pai, quanto a caseira Jane estavam dormindo, pois acordavam mais tarde do que isso. Não iria tomar um banho porque tinha preguiça de prepará-lo, nem comeria nada descente, porque suas habilidades culinárias não existiam, então tudo o que fez, foi caminhar em direção ao quarto, tirar a jaqueta azul da milícia, e se jogar na cama, sabendo que tinha cumprido seu papel, e que agora os olhos Frand guardavam a vila, e então pode dormir.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Os Treze Fragmentos - O Prologo

 E para quem esperava que não fosse sair, está ai o Prólogo do livro que eu estou começando a escrever, o primeiro e o segundo capitulo já estão escritos e já tenho rascunhos de mais 15 capítulos já prontos, então é bem possível que esse eu termine de escrever... Fiquem ai com o Prólogo, leiam e comentem o que acharam! E não deixem de visitar o Eden Publisher...



Prólogo:
O Cavaleiro de armadura dourada


  O vento estava brando, e atravessava a janela da igreja velha, balançando as cortinas brancas, que antes já foram de alguma outra cor. Poucas pessoas se encontravam dentro da igreja, e elas estavam ajoelhadas no chão cinzento e empoeirado, de olhos fechados orando, todos em frente ao altar, onde um cardeal bem vestido também se encontrava de olhos fechados, porem de pé.
   A aparência dos freqüentadores da igreja era deplorável, todas as roupas de todas as pessoas estavam sujas ou rasgadas, ou ambos em alguns casos. Existiam na igreja, entre 11 a 15 pessoas, e entre elas, as que pareciam ser mais pobres, eram uma menininha de idade pré adolescente e sua avó.  A mulher idosa trajava um vestido rosa, pelo menos nas partes que não estavam cinza ou marrom, e a pequenina vestia pedaços de tecidos suficientes para cobrir partes especificas do seu corpo, a cor real do tecido não pode ser identificada, por causa de toda a sujeira, e ela era a única no local com os olhos abertos, olhando fixamente para o altar como se estivesse esperando por alguém.
   E o altar, mesmo que apenas a dois metros de distancia dos oradores, parecia um lugar totalmente diferente, visto os adornos dourados dos quadros representando Vah, os ornamentos dourados, as estatuas douradas a roupa de seda branca impecável do cardeal. 
   Por trás desse cardeal, surgira outros 4, porem um deles era jovem, e belo e estava com trajes diferentes, menos formais, porem mais bonitos, seus cabelos eram louros, seus olhos azuis.
   - É o cardeal Jhun vovó, disse a menina maltrapilha.
   - Sim menina, agora quieta, por que ele vai falar. Disse a avó.
   Jhun era inocente, mas importante, era o rosto e a voz da igreja de Vah, uma espécie de popstar, alguém que geralmente não estaria num lugar como Glominin um canto afastado do reino de Paleron, após as Cordilheiras de Gazen, onde anões e Goblins travam guerras absurdas e violentas. Glominin era a única vila habitada unicamente por humanos naquela região, e era uma vila muito pobre, porque mesmo ficando no reino humano de Paleron ela não era governada pelo rei Roahnd, e sim pelo imperador Goblin, que não se importava muito com homens. As razões para que Jhun estivesse ali, estava ao seu lado, um cardeal superior, chamado Vormados, a sua esquerda, trajando as mesmas vestes que os outros, porem carregava em seu dedo indicador esquerdo, um grande anel com uma brilhante pedra negra.
  Vormados não era o superior da santa igreja de Vah, mas agia como se fosse, numa escala hierárquica, ele seria o oitavo a assumir o poder, se o “santo vivo” viesse a falecer. Ele sempre esta procurando aumentar o poder da igreja e seu alcance, porem uma viagem até esse canto do mundo para visitar um pouco mais de uma dúzia de pessoas maravilhadas não seria viável, partindo pelo ponto custo versus beneficio que Vormados sempre apreciou.
  O que trouxe essa comitiva até aqui, foi uma informação valiosa que ele obteve de um dos generais mais estimados de Golthan III, Ephistor havia ganhado a guerra contra Lendhothen dois dias atrás. E seu exercito pararia em Glominin hoje para um descanso, na verdade, o exercito estava aterrissando as embarcações voadoras agora enquanto Jhun cantava uma bela canção sobre fé cega e esperança limitada, mas que soava tão bela na voz de Jhun que nem mesmo ela conseguia perceber seu conteúdo duvidoso. 
  Jhun terminou a canção com lagrimas nos olhos, e trazendo todos os que freqüentavam aquela igreja as lagrimas igualmente, unicamente a menina que não tinha lagrimas nos olhos, mas um sorriso largo, e olhos extremamente arregalados, suas palmas eram fortes, Jhun olhou para ela e sorriu.
  - Agora, vamos ouvir algumas palavras do livro sagrado, com o cardeal Vormados, venha à frente senhor. Disse Jhun alegremente.
  Vormados se aproximou com um sorriso, largo e insincero e com voz grave se dirigiu as pessoas que ali se encontravam.
  - É uma grande honra falar para vocês aqui hoje, e eu gostaria de primeiramente perguntar. Quantos de vocês aqui conhecem o surgimento do mundo e o banimento do Mau? - Perguntou Vormados, deixando a pequena menina um pouco assustada, embora ela não soubesse o motivo do medo que tomou seu coração, todos os outros pareceram curiosos, apesar de já terem lido o livro sagrado centenas de vezes.
  “No inicio uma imensa rocha era banhada pela luz escaldante de nossa una estrela diurna, nessa rocha um ser habitava solitário, e lá viveu por inúmeros anos, um tempo incontável. Ele era poderoso, seu poder era o suficiente para fazê-lo suportar a luz e o calor de nossa uma estrela. Mas sua solidão era ainda maior que seu poder, até que um dia ele decidiu ‘criarei a vida! ’ e assim Vah tentou criar o primeiro ser... ele criou algo que hoje poderia ser chamado de Orc, suas peles eram resistentes, de um tom esverdeado, sua altura era, algumas vezes, o dobro da nossa, assim como sua largura e a força era quase 5 vezes maior, embora eles não fossem de grande intelecto. Mas Vah, não gostou do que criou, os Orcs, não o agradaram, eram violentos, ignorantes e desprezíveis, mas Vah, não poderia criar uma criatura melhor do que essa... Não em uma rocha inóspita, com um calor escaldante e uma luz que deixaria qualquer Orc cego, se eles olhassem para o alto. Então Vah demonstrou um poder imenso, tornando a rocha um circulo perfeito, agora outros tipos de seres poderiam habitar a nova terra. Um nome foi dado: Vahrion, e então o mundo se afastou da luz, por desejo de Vah. Agora a luz era a amena, e o calor era suportável, na verdade, em certos lugares o calor não existia mais, ao norte a terra se congelou, e a sombra dominou.
   Então foram criados, para iluminar o mundo, a ‘raça suprema’ os elfos...” 
   Nesse momento a porta da igreja se abriu, e entrou na igreja um cavaleiro trajando uma armadura dourada, semi destruída, com o elmo na mão direita, e um lenço manchado de sangue, na esquerda. Ele caminha olhando para Vormados, o vento balança os cabelos castanhos dos cavaleiros, que são curtos, mas estão manchados de sangue, seus passos eram barulhentos, e ele olhava para Vormados. E o cardeal que discursava mal percebeu, ou fingiu não perceber a presença do cavaleiro.
   O cavaleiro sentou se ao lado da menina e sua avó, e ajoelhou ainda com os olhos fixos em Vormados, e a menina e a velha fixaram os olhos aterrorizadas para o cavaleiro, parte do terror vinha da armadura fragmentada, e do sangue no lenço em sua mão. Que a propósito era feito de seda élfica real, nem a menina ou a sua avó poderiam imaginar isso, mas sabiam que aquele lenço era mais caro do que toda a igreja. 
  Vormados, não havia parado seu discurso: “... e os elfos, deveriam ser para Vah, perfeitos. E assim deu a eles a juventude eterna, a sua beleza e inteligência eram grandes, assim como sua arrogância que cresceu muito, a ponto de negar a existência de Vah, que havia se exilado para descansar.
   Os elfos descobriram a magia, e com ela criaram as fadas, os orcs, criaram os goblins. E ao norte, onde Sombra e Frio conviviam, esses dois elementos criaram uma vida que não se nomeou, mas que foi nomeada, os elfos o chamou de Juhdraiko. Juhdraiko assim como Vah, foi uma vida que se auto criou, vinda do Frio e das Sombras, assim como Vah, foi nascido da Luz e do Calor. Juhdraiko criou também seus filhos a sua semelhança. Então cresceram ao norte as raças negras, os Lichs, as Abominações, os Espectros, os Elfos Negros.
   E essas raças criaram ainda outras, como os Anões criados como servos dos Elfos Negros.
   Juhdraiko não se contentou em ocupar o norte, e logo enviou Sombras e Frio a todas as partes de Vahrion. Os Elfos o combateram arduamente com uma aliança com os orcs, algo antes que parecia impossível.
   A guerra acabou em empate, porem Vah retornou e disse: ‘a raça suprema ainda esta por vir, e ela reinara sobre o Mau, sobre a Sombra e Frio e também sobre todos que me negarem e ela será justa e deverá possuir tudo. ’ e assim foi feito os homens.”
   Nesse momento o cavaleiro de armadura dourada sorriu, com um sorriso tão cruel que incomodou Jhun, que ainda não conhecia o cavaleiro. Mas Vormados conseguiu com seu discurso.
   “E nos não tínhamos a juventude ilimitada dos elfos, ou a enorme força dos orcs ou a resistência dos goblins, ou a magia das fadas. Mas nos tínhamos uma coisa, a fé em Vah, nos criamos a primeira igreja, nos organizamos o primeiro louvor, nos fizemos tudo. O mundo estava destruído com a ultima guerra, e nos o reconstruímos o mundo. Então Juhdraiko sentiu inveja dos homens de Vah e criou os seus, chamados de Assecs os homens sombrios. E eles tinham uma ganância irrefreável e tentaram novamente o que os elfos negros e os lichs tentaram antes, lançar Sombras e Frio por toda Vahrion. Mas nos homens lideramos, elfos, orcs e os recém libertados Anões contras as forças negras. Assim começando a Segunda Grande Guerra.
   E quando nos estávamos perdendo, quando nos estávamos sendo derrotados, com nosso ultimo grande exercito, nos campos de Tigard. Vah veio nos socorrer, e a crença dos elfos voltou, e a dos orcs começou. Vah dizimou quase em sua totalidade um exercito de lichs e assecs e vendo que a guerra parecia perdida, Juhdraiko assume forma física assim como Vah, e os dois batalham por dias, até que seus corpos físicos deixaram de existir e apenas duas fontes de energia se chocavam e explodiam matando quase todos que se encontravam nos campos de Tigard, os que sobreviveram, estavam mortalmente apavorado com tamanho poder, e quando as duas energias pararam, talvez para descansar, ou para se comunicar, talvez para que Vah pudesse anunciar sua vitoria. Traidores élficos, atemorizados, e homens fracos que sucumbiram ao seus medos, se aliaram aos assecs, e utilizando de uma poderosa mistura de magias temporais, negras e brancas, transformaram as duas energias em cristais.
  Após uma reunião, nossa raça falhou, nós nos unimos aos elfos, aos orcs, aos lichs e aos assecs, e votamos em destruir os dois cristais nos homens, escolhemos Irinder, o antigo rei de Lirion, ele avançou sobre o cristal negro, e cravou sua espada, Frostrist na cristal que se partiu em seis pedaços menores. Os seis pedaços do cristal negro foram distribuídos entre os homens, elfos, anões e orcs que sobreviveram. E um assec, empunhou uma foice de cabo prata, e lamina de ouro vermelho, e golpeou o cristal dourado com tamanha força que o partiu em sete.
   E agora, Vah pode nos guiar apenas em pensamentos e em seus ensinamentos antigos, e para aqueles que não acreditam, como os elfos de hoje, que dizem que o final da Segunda Grande Guerra, é apenas uma historia para crianças, vejam o que eu trago aqui...”
   E nesse momento Vormados olha para o cavaleiro de armadura dourada pela primeira vez, enquanto ergue um fragmento de cristal dourado, do tamanho do seu punho, o cristal brilhava intensamente, não havia duvida de que cristal era aquele, e pela primeira vez o cavaleiro de armadura dourada, deixou sua expressão sarcástica, e ficou surpreso com algo que Vormados disse. E todos que estavam na igreja se maravilharam com o brilho irradiado pela pedra. E Vormados acrescentou:
   “Aqui esta um dos maiores objetivos da igreja, encontrar os Sete fragmentos do cristal dourado, e reuni-los e assim, trazer Vah, novamente a um corpo físico, para que ele possa nos guiar novamente”
   Então Vormados se preparou para dizer uma frase, que todos na igreja disseram em uníssono, até mesmo o cavaleiro de dourado, que disse de modo mecânico. “Vah nos deu a vida, morreu por nos, agora o devolveremos a vida ou morreremos por Vah.”
   - Agora irei me retirar e deixarei o cardeal Wingo continuar a cerimônia, com os ensinamentos de Vah. - disse Vormados, enquanto se retirava do altar por uma porta ao lado esquerdo inferior, e assim que o fez, o cavaleiro de armadura dourada subiu ao altar, e se dirigiu a mesma porta que Vormados, todos os cardeais agiram como se isso fosse normal, exceto Jhun que não imaginava porque um cavaleiro ensangüentado estaria indo atrás de Vormados.
   Por esse caminho, o cavaleiro chegou a uma saleta, bagunçada e empoeirada, que fez com que ele pensasse que realmente apenas o altar da igreja era limpo e belo, e que talvez só estivesse assim, pela presença do idiota do Jhun. Vormados se encontrava lá dentro sentado com um grande livro aberto.
  - O primeiro reino élfico caiu. - Disse o Cavaleiro.
  - Mas não pelas mãos da igreja - respondeu Vormados - E sim pelas mãos do mais pagão entre os homens, o rei Golthan III, foi a vitoria do paganismo, contra o paganismo.
  - Golthan cairá em breve, então serão menos dois pagãos para você se preocupar, por enquanto fique feliz com isso- e enquanto disse isso, o cavaleiro estendeu a mão esquerda e deu o lenço de seda élfica a Vormados - O sangue do próprio Jill-Roradh, tirado pela minha espada. - Completou o cavaleiro.
  - Uma coisa eu preciso entender - Falou Vormados - Você serve ao rei Golthan, mas o odeia. Então o ajuda a destruir Jill-Roradh, seu maior inimigo, e ajuda a igreja, como espião em Ephistor. Ouvi rumores que você também tem um trato com Ansel, o santo e com Roahnd. O que move você? Não é fé, estou certo. - Perguntou Vormados.
  - Não é fé assim como você Vormados, mas o que mais me assusta, é não saber qual é sua real intenção. - Disse o Cavaleiro.
  - E é bom que seja assim, você não ganha a fortuna que a igreja te paga, para saber minha reais intenções.
  - Assim como a “fortuna” que vocês me pagam, não pagam para saber o que me move. - Disse o cavaleiro - Mas uma pergunta eu tenho, que pode ser respondida. Esse fragmento é real?
  Vormados riu e apanhou a pedra de seu bolso, a pedra brilhava tanto que o cavaleiro teve que cobrir os olhos com o braço, embora o cardeal já tivesse acostumado a olhar diretamente para ela.
  - É real, e na verdade é um dos motivos, pelo o qual eu vim aqui hoje. Eu cuido dos tesouros da igreja agora. E fiz contratações - Disse Vormados.
  - Contratações? - Se perguntou o cavaleiro - Espero que nenhuma tão valiosa quanto a minha. - Completou em tom descontraído.
  - Um pirata voador encontrará o cachê de cachê de Verbinsdep. E um Assec caçador de recompensas encontrará o conselho dos 5 sábios. - Disse Vormados - E você investigará nos registros de Ephistor, Lendhothen, Paleron e em qualquer outro reino que você tenha passagem livre, para descobrir, onde se encontram os fragmentos que restaram. Isso é algo que você possa fazer M...?
   Antes que Vormados pudesse terminar a frase, ouviu-se um grito do lado de fora da igreja, “General! General!” gritaram novamente.
  - Tenho que partir agora, mestre Vormados, mas lhe asseguro que é uma das missões mais fáceis que o senhor já me passou. - Disse o cavaleiro, e se levantou, mas antes de abrir a porta completou. - Jill-Roradh não esta morto ainda, esta preso em minha embarcação. E sua filha escapou de Lendhothen acompanhada de um guarda costas. Eles tentarão pedir ajuda ao segundo grande reino élfico, você deveria ficar mais preocupado com isso, a união dos elfos, ao invés de querer colecionar pedrinhas brilhantes.
  - Se eu tiver as sete pedrinhas brilhantes, não precisarei me preocupar nem com a união de todas as raças, numa só. - Disse Vormados.
  - Parece então, que essas pedrinhas são mais do que aparentam não é mesmo? - Disse o cavaleiro, enquanto a porta se abriu por trás dele.
  - É claro que são mais do que aparentam, a igreja nunca esteve tão perto em milhares de anos, de reviver nosso senhor Vah. - Disse Jhun que havia entrado pela porta.
  - Você não diz aos seus meninos que é feio escutar atrás da porta mestre Vormados? - Disse o cavaleiro.
  - Perdoe-me senhor, mas vim te informar que alguns soldados, lhe esperam do lado de fora da igreja - Se desculpou Jhun.
  - Não seja exagerado grande general, o jovem Jhun, está certo de qualquer forma, mesmo que seja apenas uma pedra em mais de 3 mil anos. A igreja jamais esteve tão próxima de reviver Vah, como está agora. - Disse isso com um sorriso cruel em seu rosto com o olhar voltado ao cavaleiro de Dourado. - E espero sinceramente que você possa nos ajudar nessa busca nobre general.
  - Tentarei o Maximo, mestre Vormados e devo dizer adeus por enquanto - Disse o cavaleiro virando as costas e partindo rápido, ouvindo apenas um “adeus!” de Jhun.
  Enquanto descia do altar da igreja e o cardeal Wingo termina um longo texto do livro sagrado. o cavaleiro repara que a pobre menina ainda olhava assustada para ele, e em passos lentos e ainda barulhentos, ele para olha para a menina que se assusta e abraça a avó, que também fica assustado com o cavaleiro ensangüentado, olhando para sua neta. O cavaleiro se abaixa e estende a mão direita, oferecendo seu elmo dourado, quebrado e ensangüentado para a menina. “pegue!” disse ele docemente.
  A menina hesitou, mas segurou o elmo, e a avó tentou impedir, mas o cavaleiro interveio.
  - É ouro élfico maciço, limpe-o, derreta-o e venda-o... Vai tirar vocês da pobreza por pelo menos 15 anos se venderem bem. - Disse o cavaleiro.
  - Qual seu nome cavaleiro? - Perguntou a menina, o cavaleiro se curvou sobre a menina, e sussurrou em seu ouvido, e manchou levemente seu rosto de sangue. mas a menina nem se preocupou com o sangue.
  - Obrigada mestre M... - E foi interrompida por mais um grito “general!” que vinha de fora da igreja.
  - Não precisa agradecer pequena. Adeus agora criança, adeus minha senhora! - Disse o cavaleiro e caminhou até a porta da igreja onde esperavam duas lindas mulheres por ele.
  Uma Loira vestindo uma túnica preta, com um chapéu cor de feno pontudo. E outra ruiva, trajando uma túnica branca, e um colar comprido.
   Quando atravessou a porta, e caminhou, seguido pelas mulheres, na desolação de Glominin podia se ver uma grande tristeza em seus olhos verdes. Tristeza antiga que apenas ele conhecia, e uma tristeza nova que estava visível a todos, estava na pobreza de Glominin, na felicidade de seus soldados com o massacre élfico em Lendhothen e com o fato de ter que trabalhar junto a Vormados para alcançar seus objetivos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Os contos de Gaiman são tudo, menos frágeis.

    Bom dia/tarde/noite/madrugada/distorção-temporal amantes da literatura, eu sou Jeff, The Publisher dono do blog Eden Publisher (leia mais sobre mim aqui!) e essa é minha primeira contribuição ao blog Mundo Leitor, onde eu escreverei criticas literárias, sempre que possível, e as postarei aqui pelo menos com 3 dias de antecedência ao meu blog, onde eu também as postarei, espero que vocês gostem e comentem bastante... e vamos ao que interessa!

contato:     edenpublisher@yahoo.com.br
                   jeff.navarim@yahoo.com.br
                   http://twitter.com/EdenPublisher
                   http://www.myspace.com/jeff.navarim

Coisas Frágeis





  A primeira impressão de ler um livro de Neil Gaiman, quando você não conhece o autor (se não conhece, leia sobre ele aqui!), é que se está diante de mais um autor pretensioso e forçadamente esquisito. Já ouvi pessoas dizendo isso, mas como a diferença entre pretensioso e genial só pode ser medida com a qualidade da obra avaliada, o autor de Sandman, fica a milhas de distancia de ser “apenas” pretensioso.
   Embora realmente pareça pretensão, um autor querer misturar Sherlock Holmes e HP Lovecraft na mesma trama, para não dizer que é uma tarefa impossível de ser feita, sem transformar a estória numa loucura sem parâmetros.
   Coisas Frágeis é um livro de contos de fácil leitura e de assuntos interessantes dentro da cultura e da Literatura POP, como Matrix, Beowulf, Crônicas de Narnia e Sherlock Holmes como eu já tinha dito, entre outros.  

Um Estudo Em Esmeralda.

O primeiro conto do livro já nos dá a idéia de como vai ser a obra, a historia de um detetive, cujo o nome não é mencionado, mas ele usa lupa, fuma cachimbo, mora em Baker Street  e fala a palavra “elementar” uma razoável quantidade de vezes. Ele e um personagem ancora pra estória, investigam um assassinato de uma pessoa de família nobre, cujo o sangue é verde (acho que é ai que entra H.P. Lovecraft.) depois de um monte de pistas, tenho que admitir, não foram tão criativas ao nível de Gaiman, o detetive resolve o caso sem pegar o assassino, nada demais em um conto que ganhou o premio Hugo de melhor Conto em 2004. Embora a escrita seja leve e deliciosa.

A vez de Outubro.

Nenhum conto nesse livro tem mais a cara de Neil Gaiman quanto esse, e por falar em escrita leve e deliciosa, aqui ele esbanja ao contar a estória dos “meses” que contam estórias ao redor de uma fogueira. Essa é uma passagem marcante do livro, demonstra toda a inventividade do escritor de Coraline, cada mês tem sua personalidade e seus problemas, e o conto poderia ter ficado só nessa conversa ao redor da fogueira. Mas como um ensaio para o seu “The Graveyard Book” ele conta a estória, que Outubro conta aos seus amigos “meses”. Sobre um garoto que foge de casa e faz amizade com um garoto morto, e Gaiman termina o conto deixando muitas portas abertas para explorar num livro solo posteriormente.

Lembranças e Tesouros.

É um conto que não parece ter sido escrito pelo escritor sensível e fantástico que é Neil Gaiman. O conto sobre um canalha assassino chamado de Senhor Smith e de seu patrão pedófilo e bilionário, Senhor Alice buscando uma criança de uma raça de beleza superior quase extinta da terra (para abusar dessa criança!), acho que o único toque de fantasia nessa historia demasiadamente sombria, porém genial, poucas vezes eu vi em um conto um personagem tão profundo quanto o Senhor Smith, ele é realmente odiável, embora como todo vilão bom de verdade, causa um pouco de simpatia...
Os fatos no caso da Senhorita Finch.
O conto foi escrito para acompanhar um quadro de Frank Frazetta, e como o próprio Gaiman admitiu, faltou um pouco de inspiração nessa. Esse é de longe o pior conto do livro, não que seja de todo ruim, por exemplo a personagem da Senhorita Finch poderia gerar uma historia interessante, mas infelizmente acabou nesse conto sem pé nem cabeça.

O Problema de Suzan.

Esse conto é sobre o universo de Crônicas de Narnia. Mas especificamente sobre o final que leva Suzan na historia, para quem esta acompanhando a serie nos cinemas ou nos livros mesmo (espero que nos livros!) tem spoilers nesse conto, e eventualmente nessa critica, então vai ou fica?
Uma jornalista mirim vai a casa de uma professora entrevista-lá para o jornal de seu colégio, e durante a entrevista a professora fala como seus irmãos morreram em um acidente de trem e ela sobreviveu, então a menina indelicadamente faz analogia com Suzan Pevensie, de Narnia, que teve um final de acordo com ela irritante, Aslan não a chamou de volta a Narnia por ela ter se tornado fútil e volúvel dentre outras coisas, e por isso ela não morreu com seus irmãos no ultimo livro. Durante o debate entre professora e a aluna jornalista, sobre como isso pode ter sido bom ou ruim, varias cenas perturbadoras sobre Narnia são pintadas por Gaiman em nossas cabeças, uma criança ficaria traumatizada. Essa é talvez a segunda historia mais sombria do livro, perdendo apenas para “lembranças e tesouros”.

Golias

Quem gosta de Matrix, não pode deixar de ler esse conto, é quase essencial, essa historia foi escrita para os irmãos Wachowski antes de o primeiro filme estrear, com base apenas no roteiro que Gaiman recebeu. A historia é sobre um piloto da aeronáutica que percebe defeitos na Matrix sua vida inteira, o que arruína sua “vida”, até que um dia um agente se apresenta a ele e pede que esse pilote uma nave no mundo real, e destrua algumas naves alienígenas que estão atacando a terra dominada pelas maquinas. O final é lindo, e poderia estar em versão animação que com certeza seria a melhor do Animatrix.

Como conversar com garotas em festas.

Conto que Gaiman escreveu em uma tarde, e já leu ao vivo no CBGBs, que deve ser uma honra enorme até para um escritor tão premiado quanto ele. Esse conto é genial e hilário, narra a aventura de dois garotos, um muito tímido o outro extremamente extrovertido, que estão indo a uma festa, depois de uma certa dificuldade para encontrar o lugar, eles descobrem um lugar com musica entram nele, e o conselho do garoto extrovertido antes de entrarem é: “São só garotas... não são seres de outro planeta.” na festa eles conversam com uma menina que andou com cisnes taquiônicos no sol, outra que era uma poesia e se contava aos outros, uma que me pareceu apenas chinesa e no final irritaram o universo... e essa duplicidade é a genialidade da historia, ou uma idéia bem engraçada, ou uma analogia a complexidade e beleza feminina.

O pássaro do sol

Conto escrito para sua filha mais velha, Holly, como presente de aniversario. Eu sinceramente achei o melhor presente de aniversario já visto.  Um historia sobre um clube epicuriano que existe a varias gerações, e que já provaram de tudo o que existe, de besouros a carvão em brasa, e qualquer outra coisa comestível sob o céu. Exceto aparentemente uma Fênix, ou o Pássaro do sol, então eles formam uma expedição até a cidade do sol, onde o mais velho deles, que diz ser ainda muito mais velho do que é possível ser, diz que eles podem encontrar o pássaro. O final da historia é bem bonito... Ou não, depende do ponto de vista!

O monarca do Vale.

Ultimo conto do livro, mistura 4 universos com uma maestria sem precedentes, estão presentes Shadow, personagem da mitologia de Deuses Americanos, outro livro de Gaiman. esta presente também um pouco de folclore escocês, Beowulf e os personagens Senhor Smith e Senhor Alice do conto Lembranças e Tesouros.
Essa historia de inicio parece que não vai levar a lugar nenhum, mas no fim, após a luta de Shadow contra Grendel (é isso mesmo...) tudo termina no melhor estilo Gaiman, triste, criativo, inventivo, mitológico e cheio de cores frias...

 E com esse conto, o livro fecha com chave de ouro se revelando mais uma obra prima de Neil Gaiman, que é provavelmente um dos meus escritores preferido, talvez “O”, eu ainda não parei para analisar isso. Mas se você não leu o livro não deixe de fazer isso, por que você estará deixando de adquirir um pedaço a mais de genialidade para ficar guardada no cantinho da mente. Acreditem é um dos livros mais deliciosos que eu já vi... e eu nem sou do Clube Epicuriano...
Nota: 10

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