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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Resenha: Esc@ndalo

Nome: Esc@ndalo
Autora: Therese Fowler
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
ISBN: 9788581633176







Sinopse:
Quando o pai de Amelia proibiu que ela namorasse meninos como Anthony — sem pai, sem dinheiro, sem tradição —, ele se tranquilizou, afinal, confiava na filha acima de tudo... Mas dois jovens apaixonados certamente não se deixariam abater pelas convenções, ainda mais quando tudo se pode viver no mundo virtual, através de mensagens pelo celular. Envolvidos demais, Amelia e Anthony acabaram trocando mensagens de amor muito particulares, mas que acabaram expostas.
Na confusão entre os limites do que é público e do que é privado, os namorados ultrapassaram a linha da segurança e viram suas vidas destruídas.
Inspirada pelos eventos que afetaram a vida de seu próprio filho, Therese Fowler apresenta-nos um romance jovem e atual, com todas as possibilidades e perigos que são, agora, uma parte inevitável de nossas vidas high-tech.



É bem provável que você, leitor, esteja lendo esta resenha ao mesmo tempo em que navega no Facebook, atualiza seu status no Twiter vê os novos posts de seus amigos no Instagram, e ainda bate papo no Whatsapp com uma ou mais pessoas; pulando de uma tarefa para outra muito rápido e incrivelmente conseguindo assimilar tudo.
Hoje em dia manter-se conectado se tornou uma tarefa cada vez mais fácil, com os celulares se transformando em super eletrônicos que com o tempo se tornaram capazes de fazer as coisas do cotidiano se tornarem simples, usando somente um clique.
Como consequência, expomos nossas vidas nas redes sociais sem parar para pensar no efeito de nossas ações, que pode nos afetar no futuro.
O livro da vez, Esc@ndalo, me fez parar um momento e refletir em como nossa vida virtual pode se tornar um pesadelo de uma hora para outra. Quando vi o livro exposto na livraria e li na capa a sentença: “um Romeu e Julieta de nossos dias” eu comprei na hora. Pensando no belo romance com alguns obstáculos, imaginei que seria como todos os outros livros do gênero romântico; previsível (mas que mesmo assim não consigo deixar de lado). Só que o que me surpreendeu foi a situação vivida pelo casal protagonista, tanto pela gravidade como a questão tão atual que os jovens de hoje encaram.
Amelia e Anthony ficaram juntos por conta do destino e pelo amor pelas artes dramáticas. Mas pertencendo a uma família com recursos, o pai sempre procurou decidir o que era melhor para filha, sem nem ao menos descobrir o que ela desejava. Ele é o típico pai superprotetor e controlador, que planeja tudo da vida da filha. O que não suspeitava, é que Amelia, apesar de sempre obedecer  e ser uma boa menina,  tirar boa notas e seguir os desejos do pai, tinha  planos bem diferentes para o seu futuro, ao lado de Anthony, guardando-os até que pudesse atingir 18 anos e trilhar o seu caminho. Tendo o sonho de fazer parte do mundo do teatro e da música.
Anthony é um rapaz simples e de bom caráter que mantém uma ótima relação com a mãe, ele é inteligente, criativo e bom aluno. Se apaixonou por Amelia mesmo sabendo dos riscos e dificuldades de manter um relacionamento em segredo da família dela.


“Amelia fazia coisas com ele, com seu cérebro, com seu coração, que nenhuma garota fizera antes. Ela conseguia deixá-lo literalmente atordoado só por estar perto o suficiente para ele para ele poder sentir seu cheiro. E seu desejo — bem, bastava dizer que comprovara como funcionava bem a teoria do banho frio. O pior de tudo era também o melhor de tudo:ainda que a ideia o assustasse — como poderia acontecer tão cedo e tão rápido? —, ele sabia que encontrara sua alma gêmea e que sua vida, desde o momento em que pusera os olhos nela, a ela pertencia.”
(Pág. 51)


Como todo casal apaixonado, os dois jovens se encontravam as escondidas e com o auxílio de mensagens de texto e de emails sempre podiam manter contato. Só que, talvez por conta do amor e desejo eles não pensaram que uma demonstração de carinho e paixão pudesse trazer tantos inconvenientes aos dois.
E então aparece o obstáculo que o casal enfrenta na história. O pai de Amelia encontra no notebook da filha fotos “explicitas” de Anthony  e o denuncia alegando que o rapaz seja um pervertido, um perigo para sua filha. Mesmo alegando que ela pediu as fotos de livre e espontânea vontade. O pai se negava de ver que sua filha não era tão inocente e coloca toda a culpa em Anthony, utilizando seu poder e contatos para prender o rapaz. E agora ambos terão que encarar um processo judicial a respeito de algo que dizia respeito somente aos dois mas que por conta da tecnologia se tornou algo público (e em um crime).


“— Bem, para começar, sua mãe deu uma boa ideia da situação quando marcou esta reunião, e eu tenho algumas anotações sobre o caso, mas por que não me conta tudo desde o princípio. Como conseguiu ficar do lado errado em relação a Harlan Wilkes?
(...)
— Eu acabei ficando do lado errado em relação a ele por que me apaixonei por sua filha — disse ele.
— Isso — disse a advogada — vai ser uma coisa bem difícil de consertar.”
(Pág.158)


“— As fotos são minhas, papai — dissera ela, para ser clara. — Fotos que tirei de propósito, de bom grado, por ideia minha, e enviei para ele.
Ele já estava pálido, mas se tornara ainda mais pálido com sua revelação.
— Quando tudo isso acabar — respondera ele —, quando eu conseguir resolver tudo, você pode estar certa de uma coisa: você nunca mais verá aquele rapaz de novo. Eu não quero ser rude com você, Amelia, mas, por Deus, não vou deixá-lo arruinar sua vida.
— Ele não faria isso, mas não importa. Você já fez isso — disse ela.”
(pág.221)


No meio de tantos problemas, o leitor só pode esperar que os dois não acabem como o casal trágico Romeu e Julieta de William Shakespeare.
O livro não possui muita profundidade na sua escrita,  e se prende muito ao processo criminal, dando a parecer que o desfecho da trama ficasse em segundo plano, mas o assunto e a leitura leve são ótimos para suspirar, relaxar e talvez refletir um pouco sobre as armadilhas ocultas da Internet. Esc@ndalo retrata uma história de ficção com um fundo real, que pode ser útil para conscientizar as pessoas de seus modos no mundo virtual.
Os jovens devem ficar atentos ao perigo que estão expostos por divulgar certas coisas e informações particulares, na internet, não se referindo apenas ao sexting (que se trata do envio de fotos e/ou conteúdo impróprio ao parceiro via mensagem) mas a tudo que se faz na internet, que pode ser usada por pessoas má intencionadas.
Por isso, antes de clicar no botão Publicar pare e pense no que está prestes a publicar. Reflita se não terá consequências negativas no futuro.



 Escrito por Ana B.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Resenha: Álbum de Casamento

Nome: Álbum de Casamento
Série: Quarteto de Noivas Vol.1
Autora: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
ISBN: 9788580412215








Sinopse:
Mackensie Elliot não teve uma infância feliz. Seus pais se separam quando ela era pequena e nenhum dos dois deu muito apoio e atenção à filha. Seu porto seguro eram as três melhores amigas — Parker, Laurel e Emma.
Elas cresceram unidas e fundaram uma empresa de organização de casamentos na qual Mac é responsável pela fotografia. (...)
Na adolescência, Carter Maguire era tímido, meio nerd e nunca teve coragem de se declarar para a menina ruiva de quem gostava. Mais de dez anos depois, ele está de volta à sua cidade, para dar aula de inglês na escola em que estudara.
Intimado a acompanhar a irmã numa reunião para planejar o casamento dela, Carter não está muito animado com a ideia. Mas isso muda assim que ele chaga ao local e dá de cara com sua antiga paixão de adolescente.
Um encontro casual e desastrado, que pode virar suas vidas do avesso e mudar completamente a ideia que tinham sobre o amor.

Atualmente estou em uma fase de romântica literária, deixando de lado, por enquanto, os livros cheios de ação com lutas épicas com uma grande dose de mistérios mirabolantes e  dos romances eróticos regados de sexo, voyeurismo, sadomasoquismo entre outras modalidades. Hoje mergulho de cabeça em livros cheios de amor, beijos carinhosos e  com várias frases de “eu te amo” durante a leitura. Fazendo com que esses livros sejam visto como leitura água com açúcar ou livro de mulherzinha — sendo um tema que eu, acredito que maioria das mulheres leitoras gostam.
E não existe uma autora melhor para começar essa fase “cor de rosa” do que a rainha dos romances, Nora Roberts. Ela possui mais de 200 livros produzidos, sendo no Brasil, publicados pelas editoras Bertrand Brasil, Harlequin Brasil e agora pela editora Arqueiro, que adquiriu os direitos de tradução e publicação sobre a série Quarteto de Noivas, produzido originalmente entre 2009 e 2010.
Cada livro da quadrilogia foca em uma das quatro mulheres que são grandes amigas de infância e sócias numa empresa de planejamento de casamentos; só que ironicamente, nenhuma delas se casou.
Mackensie não acredita no amor. Por conta do divórcio de seus pais ela passou a pensar que o amor era um estado momentâneo, que poderia acabar de forma bem simples. Pensando em preservar pelo menos parte desse sentimento, ela procura captar os momentos felizes de outras pessoas para que pudessem ser revividos no futuro; sendo a fotografa da agência de casamentos Votos.
Ela é uma mulher organizada (pelo menos na área profissional), decidida e muito criativa. Mas nem tudo é sempre perfeito na vida dela. Mesmo trabalhando com que gosta e junto das melhores amigas, Mackensie sofre com as chantagens emocionais que sua mãe provoca para conseguir tudo dela e também com a falta do pai.
Só que a vida dela está prestes a mudar. Uma velha conhecida do quarteto de amigas decide se casar e pede ajuda ao irmão para ajudar nas escolhas dos preparativos do casamento. O prestativo irmão é Carter Maguire, professor de literatura na antiga escola na qual estudava, e que sempre teve uma paixonite por Mackensie, porém sempre fora muito tímido para expressar seus sentimentos quando era adolescente, mas tudo que sentia volta quando encontra a fotografa da agência. Tendo a chance, depois de quinze anos, para poder conquista-la.

“— Liste cinco razões para querer voltar a me ver.
— Tem que ser em ordem de prioridade?
Droga, que droga, ela gostava mesmo dele.
— Não. Mas seja rápido. Liste as cinco primeiras que lhe vierem à cabeça.
— Ok. Gosto do seu jeito de andar. Acho você bonita. Quero saber mais a seu respeito. Quero dormir com você. E, quando estamos juntos, eu sinto.
— Sente o quê?
— Apenas sinto.”
(Pág.102)

Carter é um homem muito doce (e lindo) que possui uma bela família. Tem um ar de menino tímido que o torna muito encantador para Mackensie ele de alguma forma, consegue captar do que ela precisa.
No entanto, mesmo descobrindo novas emoções, Mac ainda mantém o pé atrás na questão de relacionamentos com o sexo oposto. Correndo o risco de perder a coisa mais importante de sua vida.

“— Isso está fora de cogitação. Por que acha que fugi? É como afundar em areia movediça. Uma areia movediça bem macia, quentinha e bonita. Não fui feita para isso. Não acredito nesse tipo de coisa. Isso não dura. É só um instante, ou vários instantes, até que tudo se dissipa, se desgasta e acaba. Meu Deus, em quantos casamentos de pessoas divorciadas já trabalhamos? Um monte. Para uma das partes, já era a terceira vez que estava se casando. Quem precisa disso? Sei o que se sente quando tudo termina. Não vale a pena.”
(Pág. 152)

Toda leitora conhecedora de romances, deve perceber que esse tipo de gênero sempre possui uma certa previsibilidade, sem deixar de ser cativante. Mas o diferencial está nos modos como cada história é conduzida para o “felizes para sempre” do casal protagonista. E esse é o ponto chave de toda a obra: traçar um caminho que leve até o final, mas trazendo surpresas e noticias inusitadas para poder aproveitar e refletir durante a leitura, sobre as alegrias e dificuldades que se tem na obra até a palavra “Fim”.
O próximo volume da quadrilogia, Mar de Rosas dará continuidade a série focando na florista da agência Emma Grant.






Escrito por Ana B.
Revisado por Leandro Justino

terça-feira, 23 de julho de 2013

Resenha: Entre O Agora E O Nunca

Livro: Entre O Agora E O Nunca
Autora: J. A. Redmerski
Editora: Suma de Letras
Páginas: 368
ISBN: 9788581051406







Sinopse:
Após a morte de Ian, sua alma gêmea, e uma experiência infeliz com um namorado infiel, a jovem Camryn Bennet de 20 anos tem certeza de que jamais se apaixonará de novo.
Porém, quando abandona sua vidinha sem futuro e embarco num ônibus para qualquer lugar, suas convicções são abaladas por Andrew Parrish, um jovem bonito e misterioso que parece determinado a perturbar a paz da colega de estrada.
Os dois tentam ignorar a atração sexual e a paixão cada vez mais óbvias, pois esse amor indesejado pode ser a causa de ainda mais sofrimento. Camryn e Andrew descobrem que o caminho para a felicidade está cercado pela dor e velhas mágoas.
Na luta entre a mente e o coração, o importante é não duvidar do destino.

Sendo sincera, tenho que revelar que não tinha ouvido falar desse livro — com a correria das provas da faculdade fiquei meio desatualizada dos lançamentos no mercado editorial — até que uma pessoa muito querida e especial me falou do book trailer e comentou que o livro parecia interessante, então decidi conferir. Me encantei na hora! Fiquei ansiosa para ler e no momento em que essa pessoa me deu o livro, não o larguei até terminar, de tão envolvente que a história era.
Procurando atingir um público um pouco mais maduro, o livro apresenta a personagem de 20 anos, Camryn Bennet. Uma jovem bonita, inteligente, feliz e com diversos sonhos  e um namorado que amava, que juntos tinham o desejo de viajar pelo mundo. Mas o destino sempre promove uma reviravolta quando a vida está boa demais, fazendo a vida de Camryn desandar de vez; ela perde o namorado para um acidente de carro, o irmão vai preso e o namorado de sua melhor amiga declara que sempre foi apaixonado por ela, tendo como consequência a perda de uma grande amizade. Sem saber o que fazer, ela decide abandonar o emprego, arrumar uma mochila com o essencial e viajar de ônibus para qualquer lugar longe o bastante dos seus problemas e de suas dolorosas lembranças. Mas durante a sua jornada, Camryn conhece Andrew Parrish um badboy — gostoso — com várias tatuagens, um sorriso malandro e muito divertido; que está indo ver o pai antes que ele morra no hospital por conta de um tumor no cérebro.
Virando colegas de estrada eles passam a se conhecer e entender um ao outro. Revelando os maiores segredos, medos, compartilhando o passado e tendo novas experiências.

“Enquanto olhava para Andrew, eu percebi que não sorria nem ria tanto assim desde a morte de Ian. Nem mesmo Natalie conseguia me deixar genuinamente alegre, e ela se esforçava muito. Minha amiga fazia de tudo para me ajudar a sair da depressão, mas nenhuma das tentativas dela jamais chegou perto dos resultados que Andrew alcançou em tão pouco tempo, e sem querer.”
(Camryn, Pág. 102)

“Jamais deveria ter permitido que Cam saísse de lá comigo, porque agora sei que não vou conseguir abandoná-la. Preciso mostrar a ela primeiro. Agora é obrigatório. Preciso mostrar tudo. Cam pode sofrer no final, depois que tudo for dito e feito, mas ao menos vai poder voltar para a Carolina do Norte esperando algo mais de sua vida.”
(Andrew, Pág. 126)

Camryn aprenderá com Andrew como viver e aproveitar vida, e ele aprenderá com ela o valor dos sentimentos e a importância  de extravasar a dor. E juntos, descobrirão um amor e um desejo que os motivará a seguir em frente estando um com o outro, mesmo com todas as dificuldades que podem surgir por contas da “brincadeiras e piadas” que o destino parece gostar de fazer.
Com uma narrativa alternada entre os protagonistas, o leitor possui uma visão do ponto de vista feminino e masculino, ambos narrados de forma leve e divertida, mas com muita emoção, sensualidade e de forma bem detalhada. Retratando, de maneira inigualável as diversas sensações, sentimentos e sofrimentos que se pode passar na vida, não apenas pelos jovens, mas as pessoas de todas as idades...
Contendo muito romance e sexo Entre O Agora E O Nunca se apresenta com uma linguagem bem simples que tem como destaque a vida, apresentando uma reflexão do modo como ela deve ser aproveitada, a libertação da expectativas dos outros, a redescoberta da sexualidade e o amor, que sempre tem que fazer um caminho difícil, mas se for forte o bastante, supera qualquer coisa.
Me identifiquei imediatamente com o livro; por causa dos meus altos e baixos que ocorreram (e ainda ocorrem) comigo. Com o fim da leitura consegui uma perspectiva diferente e nova coragem para enfrentar e suportar o que vier pela frente tentando me derrubar.
Para os apaixonados, solteiros, ou os insatisfeitos com a vida devem ler Entre O Agora E O Nunca e se deliciarem com a história da vida, amor, sexo e juventude.

Confira o Book Trailer!!




sábado, 1 de junho de 2013

Resenha: Filhos do Éden - Anjos da Morte


Livro: Anjos da Morte
Série: Filhos do Éden Vol.2
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus
Páginas: 590
ISBN: 9788576862451







Sinopse:
Desde eras longínquas, os malakins, anjos estudiosos e sábios, observam em silêncio o progresso do homem. Mas eis que chega o século XX, e com ele as armas modernas, a poluição das indústrias, afastando os mortais da natureza divina, alargando as fronteiras entre o nosso mundo e as sete camadas do céu.
Isolados no paraíso, incapazes agora de enxergar o planeta, esses anjos solicitaram a ajuda dos “exilados”, celestiais pacíficos, que havia anos atuavam na terra. Sua tarefa, a partir de então, seria participar das guerras humanas, de todas as guerras, para anotar as façanhas militares, os movimentos de tropas, e depois relatá-los a seus superiores alados.
Sob o disfarce de soldados comuns, esse grupo esteve presente desde as praias da Normandia aos campos de extermínio nazistas, das selvas da Indochina ao declínio da União Soviética. Embora muitos não desejassem matar, foi isso o que lhes foi ordenado, e o que infelizmente acabaram fazendo.
 Repleto de batalhas épicas, magia negra e personagens fantásticos, Filhos do Éden: Anjos da Morte é também um inquietante relato sobre o nosso tempo, uma crítica à corrupção dos governos, aos massacres e extremismos, um alerta para o que nos tornamos e para o que ainda podemos no tornar.

Finalmente, depois de quase dois anos esperando, pude ler a continuação da saga escrita por Eduardo Spohr, que a cada obra se torna um símbolo na literatura fantástica nacional. E posso dizer que esse tempo de espera valeu muito a pena!
Ainda com seus já conhecidos e adorados (por muita gente) personagens alados, o foco agora não está no paraíso celestial, mas sim no mundo dos homens, acompanhando os tortuosos caminhos e atos de Denyel o anjo exilado, o “anti-herói” da saga — personagem do primeiro livro da série Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida —, no período da Segunda Guerra Mundial até a queda do muro de Berlim, numa espécie de flashback, transparecendo todas as provações, ações, lutas, perdas e sofrimentos que ele teve que passar, se submetendo a anjos arrogantes que procuravam compreender e entender mais os homens e a forma como eles estavam se desenvolvendo, que não se preocupavam com os atos que o grupo dos anjos exilados tiveram que presenciar e, pior, praticar no curso das guerras que assolavam o planeta.
Ao passo que no período atual, o livro também traz a busca de Kaira, Urakin e Ismael (um antigo agente do arcanjo Gabriel) por Denyel — que se separou do grupo durante a última missão —, passando por diversos locais atrás de um modo de alcançar o parceiro perdido, torcendo que o mesmo se encontre vivo.
Sou uma leitora de romances compulsiva, no entanto, não abro mão de um bom livro de ação. Mas tenho que ser sincera e admitir que ao saber que grande parte da obra retrataria o horror das guerras, conflitos e morte gerados por eles, fiquei um pouco nervosa em ler Anjos da Morte, pois nunca fui interessada em conhecer mais a fundo os atos bárbaros e sem compaixão que os seres humanos praticavam contra seus semelhantes ao longo da história. Até pensei em deixar de ler esse volume da saga e esperar o próximo, mas não consegui suportar ficar sem saber o que acontecia na segunda fase da série (muito menos esperar mais dois anos pelo próximo livro), assim fui com a cara e coragem enfrentar a minha aversão a guerra.
Ainda não aprecio o cenário de tantos massacres, mas posso dizer que a trama de Eduardo Spohr continua cativante e inovadora. Principalmente agora, com aparição de novos personagens que passaram pela vida de Denyel nos quarenta e cinco anos que ele esteve atuando como anjo da morte, sendo que muitos deles provocaram sentimentos novos nele, como a repulsa, a piedade, compaixão e o amor e sua intensidade; promovendo a criação do Denyel retratado em Herdeiros de Atlântica, com o seu modo “humano” e ríspido de ser, surpreendendo o leitor com o querubim que é apresentado entre os anos 1944 a 1989.

“Denyel tinha suas virtudes e falhas e, como a maioria dos anjos, estava longe de ser perfeito. Era um guerreiro nato, determinado e feroz, nunca deixava um serviço incompleto, mas era também de personalidade crítica, sarcástico e debochado, traços incongruentes  com o que se esperaria de um soldado padrão. Seu desencanto com a cisão dos arcanjos fora o que o estimulara a permanecer na terra, a se tornar um exilado, já que ele não confiava no discurso de Miguel nem era chegado à pregação dos rebeldes.”
(Pág. 402)

O livro, muito bem produzido, apresenta mapas das regiões retratadas, lista de reprodução com músicas que aparecem ao longo da narrativa, ótimo para quem ama ler ouvindo músicas como trilha sonora — me encantei com a música Nobody Does It Better’ interpretado por Carly Simon — e uma nota histórica comentando os lugares, as batalhas entre outras informações que foram utilizadas na trama.
Terminado Anjos da Morte com aquele jeitinho de “continua no próximo episódio” nos resta agora esperar (mais uma vez) o terceiro volume da saga, Paraíso Perdido para ter todas as respostas que se acumularam ao longo dos dois livros anteriores, ansiosa pela conclusão desse épico cheio de reviravoltas.
 E enquanto espero mais dois anos, vou ler de novo a série para passar o tempo.

Escrito por
Ana B.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Resenha: É Agora... Ou Nunca

Livro: É Agora... Ou Nunca
Autora: Marian Keyes
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 588
ISBN: 9788528612127








Sinopse:
Tara, Katherine e Fintan são amigos inseparáveis. Nascidos no interior da Irlanda, partiram juntos para Londres e se deram muito bem... profissionalmente, pelo menos. Pois, nas grandes cidades, o mercado amoroso está saturadíssimo! E os corações dos três, todos na faixa dos trinta e poucos anos, podem não aguentar: o de Tara já se partiu, o de Katherine está prestes congelar e o de Fintan pode até parar de bater. É chegada então a hora de gritar por mudanças... ou calar-se para sempre! 
Tara namora Thomas há dois anos, mas o relacionamento é, digamos assim, morno... frio... gelado, mesmo: o sexo do casal é como Papai Noel, que não existe, mas, se você tiver muita fé, aparece, todo coberto de neve, uma vez por ano. Thomas, ainda por cima, é um pé-rapado que vive comprando presentes ridículos para a namorada - como cremes para as mãos e bolsas de água quente... em promoção. Para piorar, ele ainda tem a coragem de dizer que Tara está gorda - só porque seu manequim pulou de 42 para 50!
Já Katherine é uma mulher independente e equilibrada, que sempre atraiu os olhares masculinos. Mas sua primeira decepção amorosa ocorreu aos 19 anos, abrindo feridas jamais cicatrizadas. Hoje, ela prefere se relacionar com... vitrines de lojas de roupas ou controle remoto de sua televisão. Nem Joe Roth, o colega de trabalho bonitão que se ofereceu para ajudá-la a trocar de canal, parece interessá-la.
E Fintan, que nunca escondeu a sua homossexualidade, encontrou o equilíbrio na amizade da dupla. Esse triângulo, até então perfeito, fica a ponto de desmoronar quando ele revela que tem uma doença.
...E o destino sobe ao palco sem pedir licença, alterando a vida dos três amigos de uma forma totalmente inesperada...


Quando você começar a ler este livro sentirá como se estivesse assistindo a uma novela. Pois logo no primeiro capitulo você se vê fisgado pelas histórias que compõem o enredo e os personagens que se entrelaçam uns aos outros montando uma única trama com situações cotidianas, mas nem por isso deixando de ser hilárias. Você acompanhará o que cada um terá que fazer para alcançar a felicidade e sair do sufoco do “agora ou nunca”. E com a perspectiva de diversos personagens, é possível compreender os diferentes tipos de problemas que surgem na história.
O foco principal está em três amigos de longa data: Tara, Katherine e Fintan. Tara se encontra em um relacionamento que nem possui previsão para evoluir em um compromisso mais sério com alguém que só sabe abaixar a autoestima dela por conta de seu peso e aparentemente Tara não conhece o ditado “antes só do que mal acompanhada”, assim ela prefere ficar com Thomas para não correr o risco de ficar solteirona.
Katherine não se preocupa com não possuir um relacionamento com um homem, vivendo de forma independente, ela apenas deseja não sofrer as dores do amor (que é algo que por experiência própria, sabe que machuca muito e de forma profunda). O único problema, é que esqueceram de avisar  Joe Roth para manter distância dessa mulher bela e misteriosa — e um pouco traumatizada — mas para ele, quem não arrisca não petisca!
Já Fintan é o único que aprecia uma boa vida, com o namorado que adora, o seu ótimo emprego e o elegante apartamento que possui. Mas na vida, tem momentos em que tudo desanda e Fintan desenvolve uma grave doença que pode levá-lo a morte. Tendo conhecimento da possibilidade desse fato, ele obriga suas melhores amigas Tara e Katherine a mudarem suas vidas radicalmente para poderem ser felizes. Assim as duas terão que criar muita coragem e força de vontade para superar o passado, traumas e medos para então seguir em frente e ajudar o amigo.
É Agora... Ou Nunca é um chick lit que traz de tudo, desde problemas com a autoestima, questões como aborto, homofobia e homens cafajestes, junto a romance, amizades douradoras e momentos hilariantes.
Pode-se dizer que esse gênero literário atraia mais mulheres do que homens, mas os que decidirem se aventurar na história poderão conhecer os problemas e o modo de enxergar as coisas típicas das mulheres. E as risadas são garantidas!!




sexta-feira, 10 de maio de 2013

Resenha: Muito Mais Que Uma Princesa


 Livro: Muito Mais Que Uma Princesa
 Autora: Laura Lee Guhrke
 Editora: Essência 
 Páginas: 344
 ISBN: 9788576653837








Sinopse:
Filha ilegítima de um príncipe e de uma famosa cortesã, Lucia viveu confinada em escolas e conventos durante a maior da vida. Mas, essas experiências não a impediram de provocar um escândalo depois do outro. Exasperado, o príncipe Cesare de Bolgheri decide que a filha deveria se casar o quanto antes.
Para arranjar o casamento, Sir Ian Moore, o mais respeitado diplomata britânico, é chamado às pressas. De volta à Inglaterra, ele promete a si mesmo que achará um marido para Lucia, mas logo vê que sua experiência de diplomata talvez não seja suficiente para quebrar a resistência da moça.

Não importa o estilo, toda garota, seja roqueira, estudiosa, otaku ou musical; no fundo todas buscam alguém para compartilhar os distintos e inusitados acontecimentos da vida, que seja amigo, confidente e leal. Um homem que se transformará em seu príncipe encantado e com quem viverá feliz para sempre. Mas a dura realidade é que são raros esses tipos de homens; então ocorre uma grande frustração quando nosso suposto príncipe se revela um sapo. As garotas que sempre persistem e não deixam de procurar, a recompensa vem na forma de alguém muito especial, que mesmo possuindo alguns defeitos, não largará sua mão, seguindo sempre ao seu lado.
E é esse o lado bom dos livros românticos, pois com eles podemos embarcar em uma história cheia de amor e paixão enquanto não encontramos o nosso “amado príncipe”... E nesse gênero literário posso destacar esse livro que me marcou para sempre: Muito Mais Que Uma Princesa. Esse romance histórico que se passa em uma época tranquila, mas com uma sociedade rígida, onde a hierarquia define quem você é e quais são as suas obrigações. Uma época em que ocorrem grandes eventos, bailes e o desfile de trajes elegantes e ricamente produzidos (sobretudo os vestidos).
Logo no inicio é apresentada a protagonista da história, Lucia, uma jovem de vinte e dois anos que possui uma beleza que desconcerta todo homem, sendo também inteligente e astuta demais para os padrões impostos pela sociedade. Filha ilegítima de um príncipe, Lucia sempre aprontou (e aproveitou) a vida com muitas emoções, experiências e quebrando regras, provocando como consequência  um escândalo atrás do outro e “esfregando” tudo na cara do pai que sempre a viu como um problema...

“— Eu gosto de agitação, de excitação, e há uma certa excitação em desrespeitar as regras. O fato de me proibirem de fazer alguma coisa me dá uma enorme vontade de fazer exatamente aquilo.” (Pág. 22)

Não suportando mais as confusões provocadas pela filha bastarda, o príncipe Cesare busca a ajuda do diplomata Sir Ian Moore para casar a jovem problemática em seis semanas. Apesar de não apreciar sua nova função, Ian Moore tenta fazer seu dever e se livrar desse atraente e belo problema italiano o quanto antes, porém Lucia apresenta uma imposição que dificultará o trabalho desse respeitável diplomata: ela só aceitará se casar com um homem que ela ame e que também a amasse. Não acreditando nisso, Ian procura, com seus discursos diplomáticos convencê-la a fazer o que é sensato (e também facilitar o seu dever). Mas como toda mulher, Lucia se nega a abrir mão de seus sentimentos e ideais apenas para seguir as regras de seu pai e do diplomata inglês.
Com a felicidade dela e o dever dele em jogo, ambos entram em um confronto de vontades, lutando por aquilo que acreditam ser o melhor, onde um tentará dominar o outro e alcançar seu objetivo utilizando suas armas: Lucia com sua beleza e esperteza, Ian com seu auto controle e frieza diplomática.

“Ela correu intencionalmente os dedos pela clavícula nua. O movimento conseguiu atrair a atenção dele para baixo, e o ar sorridente desapareceu de seu rosto. (...)
— Qualquer homem que ache que a senhorita é uma fava contada — disse ele, erguendo o olhar impassível para o rosto dela — é um tolo.
Encorajada pela tensão que percebia em seu tom, ainda que o rosto se mantivesse inexpressivo, Lucia se aproximou um pouco dele.
— O senhor é um tolo, Sir Ian?
Ele permaneceu rigidamente imóvel ao lado dela, com as mãos agarradas uma à outra nas costas e a expressão implacável.
— Não, Miss Valenti, não sou. De forma que, sejam quais forem os esquemas que a senhorita esteja tramando nesse seu cérebro esperto, ponha-os de lado e pare de ser coquete comigo.” (Pág. 95)

Mas o que eles não sabem, é que no meio dessa guerra, uma faísca pode surgir e provocar um intenso fogo de desejo que abalará a vida dos dois de uma forma que nenhum deles acha possível.
A todas as garotas eu recomendo Muito Mais Que Uma Princesa, apesar de sua previsibilidade, o livro não deixa de ser uma fonte de suspiros e emoções; trazendo um duelo entre a razão e a emoção, demonstrando que é preciso tomar decisões difíceis para alcançar o amor e a felicidade que se deseja e suportar muitos obstáculos durante esse caminho.


quarta-feira, 27 de março de 2013

Resenha: Cinquenta Tons de Liberdade


Livro: Cinquenta Tons de Liberdade
Série: Cinquenta Tons de Cinza Vol.3
Autora: E L James
Editora: Intrínseca
Páginas: 544
ISBN: 9788580572162







Sinopse:
Quando Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois. Chocada Intrigada e, por fim repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda.
Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Quando finalmente parece que eles conseguirão vencer os obstáculos, o destino mais uma vez conspira para transformar os piores medos de Ana em realidade.

Cinquenta Tons de Liberdade traz a parte final da trilogia que virou febre entre as mulheres (e alguns homens). Agora o tórrido romance de Christian Grey e Anastasia Steele evolui para um nível que vai além das táticas sexuais pouco convencionais utilizadas por Christian; a história agora se encaminha para o final “felizes para sempre” muito comuns e esperados nos romances.
Logo após superar alguns dos problemas que envolviam Grey, o jovem milionário propõe um novo tipo de “contrato” para não perder Ana: que ela se torne a senhora Anastasia Grey. Não tendo dúvidas de seus sentimentos para com esse homem intenso — mas ainda traumatizado — ela aceita se casar com ele. Quando parecia que a vida dos dois ia ser do mesmo modo que sua lua-de-mel; com muito amor, alegria, viagens, luxo e momentos íntimos cheios de paixão, sendo aproveitados em grande do tempo de recém-casados, Anastasia não poderia estar mais feliz com o seu relacionamento junto ao primeiro e único homem que veio a amar, trabalhando em sua carreira como editora e conhecendo mais a fundo o seu esposo CEO milionário. O que ela não imagina é que existem pessoas que desejam atingir Christian. Há ainda um fato inesperado que poderá concretizar os piores medos de Ana, ameaçando o casamento dos dois. No meio dessa turbulência de acontecimentos, ela terá que ser forte e tomar decisões difíceis para proteger o que lhe é importante, sobre tudo seu marido. Aqui percebemos o amadurecimento dos protagonistas; Anastasia se transforma numa mulher forte e decidida, por conta de todos os problemas, enquanto Christian supera o seu passado e traumas para ter um futuro ao lado de Ana. Mas ambos terão que ficar unidos para que o seu casamento dê certo e enfrentar os que querem atingi-los.
O último volume da série trará tudo o que os leitores desejam saber sobre a concretização da felicidade de Anastasia e Christian e as provações que eles terão que passar para alcançá-la.
Por conta desta série, houve questões que foram levantadas, questões essas que para muitos eram consideradas tabus, como os fatores sexo, submissão e sadomasoquismo. Já que os livros de E L James são recheados de cenas contendo esse tipo de atividade sexual, muitos leitores não aprovaram, alegando que os livros estimulavam a submissão feminina, de uma forma negativa e não prazerosa. Mas é necessário notar que na história, tudo era feito de forma consensual e segura; e que na vida real, não há nada de errado em se apimentar a relação com o parceiro(a) usando alguns jogos sexuais, desde que sejam aceitos por ambas as partes. E não se deve esquecer que esse livro é uma obra de ficção, cujo objetivo é envolver o leitor — que desejar ser envolvido pela história — e fazer com que ele sinta e suspire pela intensidade que o amor pode alcançar.
Agora, os fãs estão aguardando ansiosamente a adaptação cinematográfica da trilogia e poder admirar esse romance nas telonas. Mas até lá, porque não reler todo o romance de Ana e Christian para poder passar o tempo?



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