terça-feira, 13 de julho de 2010

O laço

Mais uma vês os pensamentos débeis de Carlos o levaram naquele lugar. O vento gelido da noite sibilava no parapeito do predio de onde Carlos ameaçava pular.
- Eu o amo! Não posso fazer isso! Gostaria de morrer!
Os pensamentos bombardeavam a mente de Carlos que tentava se concentrar em seu objetivo.
- Será que estou louco por amar um homem? Como isso se deu? – Carlos se perguntava enquanto olhava para as pessoas minusculas lá em baixo na rua indo e vindo, onde também os carros passavam afoitos, com pressa de chegar a algum lugar.
O horror e a inquetação estavam presentes no rosto de Carlos que ostentava olhos arregalados, cabelos emaranhados, bagunçados e um estranho suor repentino, mesmo estando a noite fria. Suas roupas também eram apenas farrapos se comparadas as que ele vestia na compania de Drue, a pessoa que povoava seus pensamentos.
- Deus! Daí-me forças, ainda que seja para me matar. Condene-me pelos fatos e atos e eu arderei no inferno feliz por saber que este amor, este sentimentos também seria consumido pelas chamas impiedosas. Por favor!
A suplica de Carlos o deixava ainda mais perdido, conflitando entre um amor estranho e o desejo de morrer, pondo fim assim a seu mal.
Ele queria se jogar mais seu corpo não respondia aos comandos, mantendo-se paralizado no desejo de sua mente que este desse passos em direção ao nada, ao precípicio que teria fim na rua movimentada ali embaixo. Desesperado arrancando os cabelos, fio por fio, elouquecendo e gritando coisas que só ele sabia a verdade. Inutilmente dizendo que era capaz de faze-lo e que teria que colocar um fim nisso ou enlouqueceria de vez.
- Não posso mais viver assim! Darei cabo de minha vida, sabendo que esta não é mais vida e sim uma escravidão a qual amo alguem que não queria amar. Alguem que não poderia amar.
Essas então foram as palavras que o libertaram de seus grilhoes invisiveis por miseros segundos que se seguiram na decisão de pular. E neste exato momento ele correu em direção ao parapeito do predio para se jogar, destemido já via seu fim, seu mal acabado. Mas quando este se encontrava perto do parapeito uma voz atras de si falou:
- Não faça isso! O que pensa que ira conseguir? – a voz soava fraca mais imponente.
Então de subito o corpo de Carlos obedeceu a ordem e retesou duramente, travando-se e fazendo Carlos cair ao chão do terraço.
Ele começou a chorar.
- Não seja tolo, Carlos. Sabes muito bem que o estimo e pularia contigo se fosse preciso, não é? Não me deixe só, você sabe bem como a solidão é avassaladora – Drue se espressava enquanto caminhava lentamente até Carlos e o levantava do chão.
- Avassalador e monstruoso é você que me prende nesse jogo sujo. Mas mesmo assim ainda o amo, mesmo assim quando me chama sinto-me estremecer, maldito!
As palavras sairam fúteis e impensadas da boca de Carlos, pois este não tinha mais forças para enfrenta-lo se é que isso ele podia.
Tremulo, Carlos olhou de soslaio para o vampiro que disse:
- Vamos meu rebento, vamos sair deste lugar e festejar um pouco. Brindar ao amor, sua vitória de hoje e a imortalidade.
Juntos os dois sairam dali, um por sua vontade própria e o outro por uma vontade induzida.
By: Francis Davis
Criado em 30/07/09


Criado por: Francis Davis (The vampire)
Email: francis_vampire@hotmail.com
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4 comentários:

  1. Mais um exelente conto de Francis Davis...

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  2. Hum, finalmente comentarios ... nada de caixa de recados ... iuhuuuuuu

    ResponderExcluir
  3. Vlw aew pamella e Bruno, pelos coments ...

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Mundo Leitor

É um mundo de palavras
rimadas ou não
pensadas, faladas
escondidas no coração

Mundo que é mágico
faz ser real a imaginação
Mundo que sonhei
E cantei numa canção

Mundo que é capaz
de me tirar daqui
Mundo que me dá paz
Pra dentro de mim posso fugir

Neste mundo me encontro
E as palavras me fazem um favor
Aqui eu sempre viverei
Aqui é o meu Mundo Leitor!


Autora: Dâmaris Góes

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